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Cúpula do G7 na França endossa acordo com o Irã e promete apertar o cerco econômico à Rússia

Reunidos na França, líderes do G7 respaldaram o entendimento com o Irã, prometeram acelerar a defesa da Ucrânia e endurecer sanções ao petróleo russo.

Por Diário Local

Os líderes das sete maiores economias democráticas do mundo — o chamado G7 — se reuniram em junho de 2026 na França e fecharam uma agenda dominada por dois conflitos: a guerra entre Estados Unidos e Irã e a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O que é o G7?

O G7 reúne Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e França, além da União Europeia. É um fórum onde grandes potências coordenam decisões de economia e segurança que reverberam pelo mundo todo, inclusive em países emergentes como o Brasil.

Qual foi o anúncio de maior destaque?

O respaldo formal do grupo ao novo acordo entre Estados Unidos e Irã, voltado a impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. O entendimento, assinado por Trump em Versalhes, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o alívio de sanções americanas ao Irã.

E em relação à Ucrânia?

O bloco concordou em acelerar a entrega de sistemas avançados de defesa antiaérea, armas de longo alcance e interceptadores. Foi além: começou a discutir licenças para que a Ucrânia fabrique seu próprio armamento em território nacional e prometeu reforçar a rede de energia ucraniana antes do próximo inverno.

Como o G7 quer pressionar a Rússia?

Os líderes se comprometeram a endurecer sanções voltadas especificamente aos setores de petróleo e gás russos — a principal fonte de receita que financia o esforço de guerra de Moscou.

Houve temas além dos conflitos?

Sim. Pela primeira vez, o G7 designou a pesquisa global coordenada contra o câncer como prioridade central, com compartilhamento de dados entre países. O grupo também traçou planos para diversificar o fornecimento de minerais raros e metais críticos — resposta direta ao domínio chinês nesse mercado — e lançou iniciativas contra o tráfico internacional de drogas e de proteção a crianças em plataformas de inteligência artificial.

Por que isso interessa ao Brasil?

As decisões do G7 sobre petróleo, sanções e cadeias de minerais críticos afetam preços globais e fluxos de comércio que atingem a economia brasileira. Além disso, o Brasil é grande produtor de minerais estratégicos e pode se beneficiar do movimento para reduzir a dependência da China.

O que ficou em aberto?

A coesão do grupo segue em teste. Há ruídos entre Washington e aliados, e a eficácia das promessas — sobretudo as sanções à Rússia e o cessar-fogo com o Irã — só será medida nos próximos meses.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.