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Julgamento sobre morte de Maradona é adiado após suspeita de exames trocados

Tribunal argentino suspendeu o processo para investigar se documentos de perícia pertenciam ao pai do ex-jogador.

Por Redação Diário Local

O julgamento que investiga as circunstâncias da morte de Diego Maradona foi adiado nesta quinta-feira (20), na Argentina, após a suspeita de que exames médicos utilizados nas perícias do processo podem pertencer ao pai do ex-jogador.

A dúvida sobre a autenticidade dos documentos surgiu durante audiência realizada na terça-feira (18). Advogados de defesa de profissionais de saúde apontaram inconsistências em exames renais que foram atribuídos a Maradona, mas que apresentam números de associado diferentes dos registros constantes em sua história clínica.

Há indícios de que parte desses exames possa pertencer a Diego "Chitoro" Maradona, pai do astro do futebol, que morreu em 2015.

Quais as próximas etapas do processo?

Diante da suspeita, o tribunal decidiu suspender o julgamento até o dia 27 de agosto. Foi determinada a apreensão de exames médicos em uma clínica e em uma empresa de saúde privada que realizava o atendimento de Maradona, com o objetivo de verificar a validade das informações.

O Ministério Público solicitou que sejam realizadas buscas na empresa Swiss Medical e na clínica Los Arcos. A medida busca esclarecer se os 19 exames renais analisados por peritos — que serviram de base para o relatório de uma junta médica — são realmente de Diego Armando Maradona.

O tribunal ressaltou, contudo, que a comprovação de que um ou mais documentos não pertenciam ao ex-jogador não significa, necessariamente, a invalidação de todo o trabalho realizado pela junta médica investigativa.

Contexto do caso

Sete profissionais de saúde são acusados de homicídio com dolo eventual devido a uma suposta negligência médica. A acusação sustenta que os profissionais tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam contribuir para o falecimento do atleta.

Este é o segundo julgamento relacionado ao caso. O primeiro processo, ocorrido em 2025, foi anulado após a identificação de que uma das juízas participava de um documentário produzido sem autorização sobre o julgamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.