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Natureza

Lagos no topo do vulcão Kelimutu mudam de cor devido a gases e minerais

Fenômeno de alteração cromática nos lagos do vulcão Kelimutu é causado pela variação de gases e minerais na água

Por Redação Diário Local

Os lagos situados no topo do vulcão Kelimutu passam por constantes mudanças de coloração devido à interação de gases e minerais na água. Esse processo altera a composição química do ecossistema, o que permite que os três lagos apresentem cores distintas ao mesmo tempo.

A variação visual ocorre de forma dinâmica, conforme a entrada de componentes minerais e gasosos modifica a química do líquido. É essa composição instável que gera os diferentes tons observados na região vulcânica ao longo do tempo.

Em maio de 2024, um evento específico de transição de cor foi registrado em um dos lagos. A água passou rapidamente de um tom verde para uma coloração marrom, quase preta, evidenciando a intensidade das alterações químicas no local.

O fenômeno dessas mudanças de tonalidade não é algo raro ou sem precedentes na região. Em determinados períodos, a atividade química pode se intensificar e gerar ciclos de mudança mais frequentes.

Um dos registros mais significativos de atividade ocorreu no ano de 2016. Naquele período, os três lagos localizados no topo do vulcão Kelimutu registraram mudanças de cor em seis ocasiões diferentes.

Por que as cores mudam?

A mudança de cor é explicada pela natureza vulcânica do local, que libera gases e minerais diretamente na água. A combinação desses elementos altera a absorção de luz e a aparência das águas de maneira contínua.

Como a concentração desses elementos não é constante, é possível que cada lago apresente uma cor completamente diferente de seus vizinhos simultaneamente. O estado químico de cada cratera determina a tonalidade exibida naquele momento.

Esse ciclo de transformações visuais é, portanto, um reflexo direto da atividade geológica e química que ocorre no interior do vulcão Kelimutu.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.