Primo de acusado de matar CEO da UnitedHealthcare é eleito conselheiro em Maryland
Candidato republicano venceu disputa acirrada no Condado de Baltimore e assume assento no conselho regional.
Por Redação Diário Local
Nino Mangione, primo de Luigi Mangione, foi eleito conselheiro no Condado de Baltimore, em Maryland, durante as eleições locais realizadas nesta terça-feira (3). O candidato pelo partido Republicano venceu a disputa pelo Distrito 5 com 49% dos votos, superando o democrata Shawn McIntosh, que obteve 45%.
A eleição ocorreu simultaneamente às eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, que renovaram a Câmara e parte do Senado. O Conselho do Condado de Baltimore, que possui nove membros, funciona de forma similar a uma Câmara de Vereadores, atuando em nível regional.
Pautas de campanha e trajetória política
Nino Mangione utiliza o combate à violência como um de seus principais pilares de atuação. Em seu site de campanha, o eleito afirmou que o Condado de Baltimore enfrenta níveis recordes de crimes violentos, como homicídios, tiroteios, roubos de carros e assaltos.
Além da segurança pública, o conselheiro defende o aumento do apoio à polícia e a redução de impostos. Ele possui histórico político na região, tendo sido eleito para a Câmara dos Delegados de Maryland em 2018, com posse em 2019 e reeleição em 2022.
Em junho deste ano, Nino Mangione já havia assumido uma vaga aberta no conselho devido à renúncia de outro político, antes de ser efetivamente eleito nesta nova disputa.
O caso de Luigi Mangione
O primo do novo conselheiro, Luigi Mangione, está preso no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, desde dezembro de 2024. Ele é acusado de matar a tiros o então CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson.
Luigi enfrenta dois processos distintos. No âmbito federal, ele se declarou culpado por perseguição interestadual resultante em morte. No estado de Nova York, ele responde por homicídio e porte ilegal de arma, mas continua se declarando inocente.
A defesa de Luigi busca anular as acusações estaduais, argumentando que o réu não pode sofrer dupla persecução pelo mesmo crime. Uma nova audiência judicial para o caso de Luigi Mangione está marcada para o dia 10 de dezembro.
