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Ciência

Nova espécie de macaco é identificada após anos sem registros na República Democrática do Congo

Espécie Colobus congoensis foi confirmada após 114 observações de campo no Parque Nacional de Lomami, segundo pesquisadores.

Por Davy Albuquerque

Pesquisadores internacionais descreveram uma nova espécie de macaco na República Democrática do Congo. O animal, identificado como Colobus congoensis e conhecido localmente como Likweli, foi confirmado após uma série de observações de campo que comprovam sua existência.

A descoberta põe fim a um longo período sem registros do animal. Até então, havia apenas uma evidência fotográfica da espécie, registrada em 2008 no Parque Nacional de Lomami. Agora, 18 anos depois, a comprovação científica foi consolidada por meio de novos dados coletados em campo.

A pesquisa foi liderada pela Universidade Atlântica da Flórida (Estados Unidos), em parceria com instituições científicas da Alemanha e da República Democrática do Congo. Os resultados do estudo foram publicados na revista Plos One nesta quarta-feira (15/7).

Quais são as características do macaco Likweli?

O Colobus congoensis apresenta características físicas específicas, como pelagem preta e lisa em todo o corpo, incluindo a cauda. O animal possui olhos escuros, maçãs do rosto proeminentes e uma boca com coloração rosa-alaranjada.

Um dos atributos mais chamativos da espécie são as mechas de pelos espetados localizadas ao redor do rosto. As observações que permitiram a descrição da espécie foram realizadas em uma área de 1,7 mil quilômetros quadrados entre os anos de 2018 e 2021.

Os registros foram obtidos por meio de patrulhas de vigilância realizadas por diferentes equipes de trabalho dentro do Parque Nacional de Lomami.

Por que a descoberta é importante?

Para os cientistas, a identificação da espécie é fundamental devido aos riscos de perda de habitat e à prática de caça na região. O estudo destaca a necessidade de documentação para garantir a preservação da biodiversidade local.

Segundo os pesquisadores, a descoberta serve como um alerta sobre a rapidez com que criaturas raras podem desaparecer antes mesmo de serem catalogadas pela ciência mundial.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.