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Meio Ambiente

Terras indígenas concentram apenas 1,7% do desmatamento no Brasil entre 2019 e 2025

Dados do MapBiomas mostram que áreas protegidas são fundamentais para a preservação ambiental frente à crise climática.

Por Davy Albuquerque

As terras indígenas registraram apenas 1,7% do desmatamento ocorrido no Brasil entre 2019 e 2025. O dado, divulgado pelo MapBiomas, indica que esses territórios permanecem entre as áreas mais preservadas do país.

A baixa incidência de degradação ambiental nessas regiões reflete a forma de manejo e a relação de preservação mantida pelos povos originários. Esse modelo de convivência com o ecossistema é apontado como um fator de proteção para a biodiversidade nacional.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os conhecimentos tradicionais desses grupos fortalecem as estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Além disso, esses saberes auxiliam na ampliação da conservação da biodiversidade em escala global.

A preservação desses territórios está atrelada ao conhecimento acumulado sobre o uso sustentável de recursos naturais. Isso inclui o manejo da floresta, a observação dos ciclos das chuvas, o comportamento de animais e o uso de sementes e plantas medicinais.

Para esses povos, o território não é visto apenas como um espaço físico, mas como parte de sua identidade e memória. Diferente de soluções baseadas exclusivamente em tecnologia, como a captura de carbono ou energias renováveis, o modelo indígena integra o ser humano à natureza.

Perfil da população indígena no Brasil

Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, o Brasil possui cerca de 1,7 milhão de indígenas. A população está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

O levantamento aponta que os povos indígenas vivem tanto em áreas urbanas quanto em zonas rurais. Apesar da presença em todo o território, os dados reforçam o papel estratégico das terras demarcadas para o equilíbrio ambiental do país.

A integração desses saberes ancestrais tem sido reconhecida pela ciência como uma ferramenta essencial para enfrentar a crise climática. A proteção dessas áreas é vista como parte das soluções globais para a preservação do planeta.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.