Papa Leão XIV pede vigilância máxima contra abuso de menores na Igreja na França
Em reunião com a Conferência Episcopal Francesa, o pontífice destacou a importância da prevenção e da proteção contra crimes sexuais.
Por Redação Diário Local
O papa Leão XIV pediu "máxima vigilância" no combate à violência sexual contra menores dentro da Igreja Católica na França. O apelo foi feito durante uma reunião com membros da Conferência Episcopal Francesa, realizada nesta domingo (27), na cidade de Lourdes, no sudoeste do país.
Durante o encontro, o pontífice abordou diretamente o problema das agressões cometidas no âmbito eclesial. Ele destacou que, nos últimos anos, a instituição enfrentou o que chamou de "doloroso flagelo" dos abusos contra crianças e adolescentes.
O líder religioso reconheceu as medidas adotadas pela conferência francesa para enfrentar a crise. Segundo o papa, foram implementadas ações baseadas na escuta, na busca pela verdade, na justiça e no perdão, visando a reparação das vítimas.
Leão XIV ressaltou a importância de manter um compromisso firme com a construção de uma cultura de prevenção. O objetivo é garantir a proteção institucional contra crimes cometidos por membros do clero ou no contexto da Igreja.
O pontífice também agradeceu o esforço da conferência episcopal, ciente de que o processo envolveu momentos de grande dificuldade. Ele reforçou a necessidade de prosseguir pelo caminho já iniciado para combater o problema de forma definitiva.
Ainda neste domingo (27), o papa deve dar continuidade ao debate sobre o tema em uma agenda com sobreviventes. O pontífice se reunirá com sete vítimas de violência sexual para tratar da questão durante sua visita ao território francês.
O histórico de abusos no país é alvo de investigações e relatórios oficiais há anos. Um levantamento divulgado em 2021 indicou a dimensão do problema na região, trazendo dados sobre a vulnerabilidade de menores no país.
De acordo com o relatório de 2021, cerca de 330 mil crianças foram vítimas de abuso sexual cometidos por membros da Igreja Católica na França. Os registros apontam que os casos ocorreram ao longo de um período de 70 anos.
