Governo do Paquistão acusa administração provincial de colaborar com o Talibã
Administração de Khyber Pakhtunkhwa foi suspensa pelo governo federal sob alegação de apoio ao grupo terrorista TTP.
Por Redação Diário Local
O governo federal do Paquistão acusou a administração provincial de Khyber Pakhtunkhwa de atuar em colaboração com o Talibã paquistanês. A alegação foi utilizada para justificar a suspensão do governo local e a imposição de estado de emergência na província, ocorrida no domingo (11).
O ministro da Informação, Attaullah Tarar, afirmou que o governo federal possui provas sólidas para embasar a acusação de conluio. Segundo a autoridade, as medidas permitirão que as forças de segurança e a nova administração coordenem de forma mais eficaz o combate ao terrorismo no noroeste do país.
O ministro da Justiça, Azam Nazeer Tarar, informou que a suspensão do governo provincial deve durar pelo menos seis meses. No entanto, o governo ainda não estabeleceu um prazo definido para o fim do estado de emergência na região.
O ministro-chefe Sohail Afridi, principal autoridade eleita da província, foi destituído do cargo e detido pelas autoridades federais. A administração liderada pelo partido do ex-primeiro-ministro Imran Khan, que se encontra preso, é a alvo da medida.
De acordo com o ministro da Informação, Afridi teria facilitado as ações do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo suspeito de promover a onda de violência registrada nos últimos anos no país.
O TTP é um grupo distinto do Talibã afegão, mas é considerado um aliado próximo da organização que retomou o poder no Afeganistão em 2021.
A região de Khyber Pakhtunkhwa é estratégica para as operações de segurança nacional e tem sido ponto de tensão devido à atuação de grupos armados.
A decisão do governo federal busca centralizar o controle sobre a província para mitigar a influência de grupos radicais e reforçar a ordem pública no noroeste paquistanês.
