Trump anuncia que comerciais de TV serão pagos com doações após uso de verba pública
Após polêmica sobre uso de dinheiro de impostos para autopromoção, presidente decide usar doações privadas para financiar comerciais.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os comerciais de TV que exibem feitos de seu governo deixarão de ser financiados com verba pública e passarão a ser pagos por meio de doações privadas de seus apoiadores.
A decisão ocorre após intensas críticas de adversários políticos e da organização não governamental Public Citizen. A entidade argumenta que a lei proíbe o uso de recursos de contribuintes para autopromoção ou propaganda política em benefício de um partido, característica atribuída aos vídeos exibidos desde setembro.
Os anúncios, que incluíram imagens de combate à classe política e menções a operações militares, foram veiculados em programas de TV e transmissões esportivas com a inscrição de que eram financiados pelo governo dos Estados Unidos. Segundo a emissora CBS, o Departamento de Segurança Interna teria pago US$ 20 milhões por uma campanha nacional de mídia.
O que está em jogo nas eleições?
A mudança no financiamento ocorre em um momento estratégico, pouco antes das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O pleito será realizado no dia 3 de novembro (03) e definirá o controle do Congresso americano.
Na disputa, os eleitores escolherão todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Atualmente, o partido republicano detém o controle de ambas as casas, com 219 parlamentares na Câmara e 53 senadores.
O cenário de domínio republicano pode ser desafiado. Uma pesquisa do instituto Ipsos, divulgada em 5 de outubro (05), mostrou que, entre eleitores com mais de 50 anos, a intenção de voto nos republicanos é de 44%, uma margem de apenas dois pontos percentuais de vantagem sobre os democratas.
Promessas e disputas internas
Durante eventos de campanha, Trump também apresentou propostas atípicas, como a promessa de pagar US$ 5 mil a cada eleitor americano caso os republicanos conquistem a maioria no Congresso. Especialistas apontam que a medida exigiria autorização do Legislativo e teria um custo superior a US$ 1 trilhão.
Internamente, o clima entre os republicanos apresenta divisões. Alguns candidatos do partido têm evitado participar de eventos ao lado do presidente, em um movimento de distanciamento em meio à baixa aprovação de Trump, que registra 32% de avaliação positiva, segundo levantamento recente.
