Pentágono cobra indústria de defesa para acelerar produção de armas e munições após conflito com Irã
Departamento de Defesa dos EUA busca reabastecer estoques reduzidos após cinco meses de combate com o Irã
Por Redação Diário Local
O Pentágono está pressionando a indústria de defesa dos Estados Unidos para acelerar a fabricação de armas e munições. O objetivo é reabastecer os estoques reduzidos após cinco meses de conflito com o Irã.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, informou em comunicado no sábado (8) que o departamento está focado em aumentar a aquisição de suprimentos para fornecer o armamento necessário ao ritmo exigido pelas ameaças atuais. Segundo Parnell, a medida faz parte de um esforço de modernização que já vinha ocorrendo antes do conflito.
Como a indústria será cobrada?
O secretário adjunto de Defesa, Steve Feinberg, enviou um memorando aos líderes da indústria na quarta-feira (5). No documento, ele estipulou um prazo de até 21 dias para que as empresas apresentem planos destinados a impulsionar os cronogramas de entrega e aumentar a produção de capacidades críticas.
Feinberg afirmou que ciclos de desenvolvimento que duram anos não são aceitáveis no cenário atual. Ele ressaltou a necessidade de acelerar drasticamente os programas e expandir a capacidade de produção de forma imediata.
Riscos de escassez de defesas aéreas
Uma análise realizada pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) alerta para os riscos da redução dos estoques. A escassez de interceptores de mísseis avançados, como os modelos Patriot e THAAD, pode comprometer a segurança das forças armadas americanas e de seus aliados no Oriente Médio.
De acordo com o estudo, a falta desses recursos pode forçar as tropas a assumirem mais riscos, com a possibilidade de lançarem menos mísseis contra drones e projéteis iranianos, o que aumenta a chance de penetração na defesa aérea.
Reação do governo
O presidente Donald Trump manifestou-se na quinta-feira (6) sobre a questão da escassez. Em publicação na rede social Truth Social, ele afirmou que os Estados Unidos possuem quantidades enormes de munições e que grandes volumes estão sendo fabricados e enviados conforme a necessidade.
O movimento de aceleração da produção deve influenciar o orçamento do ano fiscal de 2028, que será submetido ao Congresso para financiamento, segundo as informações do Pentágono.
