Diário Local
Literatura

Academia Sueca anuncia vencedor do Prêmio Nobel de Literatura nesta quinta-feira (08)

O vencedor da premiação mundial será anunciado pela Academia Sueca nesta quinta-feira (08) após um processo de seleção que dura um ano.

Por Redação Diário Local

A Academia Sueca anuncia, nesta quinta-feira (08), o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2026, em Estocolmo. O anúncio encerra um ciclo de seleção que tem início oficial um ano antes da entrega da láurea.

Entre os nomes que despontam como favoritos para a edição deste ano estão a escritora chinesa Can Xue, a canadense Margaret Atwood e o indiano-britânico Salman Rushdie. A decisão é tomada pelos 18 membros da Academia Sueca, grupo formado por intelectuais, professores e escritores.

O processo de escolha é longo e rigoroso. Em setembro do ano anterior, o Comitê Nobel envia formulários a centenas de pessoas e organizações aptas a realizar indicações, como professores de literatura, universitários, laureados anteriores e dirigentes de associações de escritores.

Embora o grupo de convidados seja específico, qualquer integrante dessas categorias que não tenha recebido o formulário também pode apresentar uma indicação. O comitê também possui autonomia para acrescentar nomes por conta própria, como autores que já foram indicados em anos passados.

Estima-se que a lista de indicados possa chegar a 200 nomes por ano. No segundo trimestre do ano seguinte ao início do processo, o Comitê Nobel seleciona cinco nomes por meio de diversas etapas de avaliação para apresentar à Academia.

Entre junho e setembro, os membros da Academia leem as obras dos indicados e realizam as discussões que determinam o vencedor. O resultado final é sempre divulgado no início de outubro.

Como funciona a seleção do prêmio?

A Academia Sueca prefere manter seus critérios de decisão sob sigilo. No entanto, o ponto de partida é o testamento de Alfred Nobel, que estabeleceu que a distinção deve ser concedida a quem produziu "a obra mais destacada em uma direção idealista".

A interpretação desse idealismo foca, segundo especialistas, em uma literatura ambiciosa e influente, capaz de dar origem a novos movimentos. A obra também precisa ser universal, conseguindo transcender a cultura de origem do autor.

Um indício de universalidade é a presença de traduções. Ter a obra publicada em idiomas como inglês, francês e alemão é visto como um fator de relevância para a circulação internacional da literatura.

Outra vantagem para os candidatos é o histórico de outras premiações de prestígio, como o International Booker Prize, o Prêmio Cervantes ou o Prêmio Büchner. O gênero literário, contudo, não é uma barreira.

O Nobel já premiou romances, poesias e peças teatrais. Em 2016, o prêmio foi concedido ao cantor e compositor Bob Dylan, reconhecido por suas letras de música.

O que se sabe sobre o histórico da premiação?

A espera pela conquista pode durar décadas. O escritor dinamarquês Johannes V. Jensen, vencedor em 1944, aguardou 40 anos; já Doris Lessing venceu em 2007, após 35 anos de espera. Thomas Mann aguardou 27 anos.

O sigilo sobre os candidatos também é rigoroso: o público só descobre quem ficou de fora da lista após 50 anos. Além disso, o prêmio pode carregar um peso político, como no caso da bielorrussa Svetlana Alexievich, laureada em 2015 por sua oposição a regimes autoritários.

Historicamente, há um desequilíbrio de gênero e origem. Até hoje, apenas 33 dos 122 laureados não são europeus, e nos últimos oito anos é que houve uma alternância mais frequente entre homens e mulheres, elevando a participação feminina para 14,9% do total histórico.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.