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Oriente Médio

Presidente do Irã acusa EUA e Israel de terrorismo em discurso na Assembleia Geral da ONU

Masoud Pezeshkian afirmou que o país não abrirá mão do programa nuclear e exibiu fotos de crianças mortas em bombardeios.

Por Redação Diário Local

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou, em discurso na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23), em Nova York, que o país não abrirá mão de seu programa nuclear e acusou os Estados Unidos e Israel de praticarem terrorismo.

Durante a plenária, o líder iraniano levou fotografias de crianças mortas em um bombardeio contra uma escola na localidade de Minab, no sul do Irã. Pezeshkian declarou que as crianças eram inocentes e morreram devido ao uso de armas por parte de americanos e israelenses.

O presidente destacou que o Irã busca apenas viver de forma independente e que as questões do Oriente Médio devem ser resolvidas na própria região, sem interferência de agressores externos. Ele ressaltou ainda que o país não aceitará restrições à sua tecnologia nuclear.

O que dizem sobre os ataques em Minab?

O episódio do bombardeio em Minab, que resultou na morte de 120 crianças, é alvo de controvérsias. Uma missão de investigação da ONU afirmou na semana passada possuir motivos para acreditar que os Estados Unidos estariam por trás dos ataques, o que constituiria crime de guerra.

Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, também atribuíram a responsabilidade do bombardeio a Washington. A Casa Branca rebatia as acusações, atribuindo a culpa ao próprio Irã e criticando o trabalho da ONU.

O Pentágono não comentou o caso. Já uma reportagem do The New York Times, citando autoridades americanas, apontou que houve um erro de mira por parte das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Negociações diplomáticas são retomadas

Na mesma quarta-feira (23), foram retomadas negociações diretas entre representantes dos EUA e do Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que o país comunicou suas condições para a retomada da diplomacia por meio de um mediador do Qatar.

Entre as exigências de Teerã para o retorno ao diálogo estão o fim das sanções e do bloqueio naval, a liberação de ativos congelados, o encerramento da guerra em todas as frentes e a aceitação da rota do estreito de Hormuz acordada entre Irã e Omã.

A tentativa de conciliação ocorre em um cenário de alta tensão. Na véspera, Donald Trump afirmou que tem a decisão de firmar um acordo com o país persa ou "aniquilar a República Islâmica". Em Nova York, Israel também exibiu mensagens em totens eletrônicos classificando o programa nuclear iraniano como uma ameaça mundial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.