Primeira-dama da Colômbia nega irregularidades em doações de US$ 17 milhões para vítimas de terremoto
Ana Lucía Pineda apresentou relatório sobre fundos da fundação Luz y Sonrisas após acusações de que ajuda não chega às áreas atingidas.
Por Redação Diário Local
A primeira-dama da Colômbia, Ana Lucía Pineda, negou nesta sexta-feira (22) a existência de irregularidades na gestão de doações destinadas à recuperação das áreas atingidas por um terremoto em agosto. Em entrevista à Telecaribe, ela apresentou um relatório sobre os fundos recebidos pela fundação Luz y Sonrisas, da qual coordena parte das contribuições privadas para o atendimento de vítimas e reparação de danos.
Segundo os dados apresentados pela instituição, a fundação recebeu mais de US$ 17 milhões para auxiliar na reconstrução do país. Pineda afirmou que não há nada a esconder e que os recursos serão utilizados em uma segunda etapa de reconstrução.
A primeira-dama justificou que o uso imediato de parte do montante não ocorreu porque a ajuda humanitária disponibilizada até o momento foi suficiente para suprir as necessidades atuais. No entanto, a declaração ocorre em meio a cobranças sobre a eficácia do auxílio nos locais mais afetados.
O relatório da fundação Luz y Sonrisas detalha que mais de 48 mil pessoas receberam algum tipo de assistência humanitária. A instituição também informou ter entregue 5.600 toneladas de mantimentos e água em oito departamentos do país.
Apesar dos números, o documento não especifica a natureza detalhada da ajuda entregue, nem detalha como o dinheiro foi aplicado nas regiões onde milhares de casas, escolas e hospitais ficaram em ruínas. O sismo, de 7,4 graus de magnitude, causou estragos profundos na infraestrutura local.
A iniciativa de apresentar o relatório surge após críticas da oposição e de pessoas afetadas. Grupos alegam que o auxílio não está chegando às áreas mais atingidas no oeste da Colômbia, região onde os prejuízos econômicos são estimados em cerca de US$ 9,5 bilhões.
O vice-presidente do Senado, Alejandro Ocampo, questionou os dados divulgados pela fundação. O parlamentar pediu esclarecimentos sobre o montante exato recebido, a identificação de quem realizou as doações, as contas bancárias utilizadas para os depósitos e o destino final de cada valor.
O terremoto ocorrido em agosto deixou um saldo de mais de 330 mortos e a destruição de mais de 30 mil residências em diversas partes do território colombiano.
