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Trump afirma que China busca frear avanço dos EUA em inteligência artificial

Donald Trump comentou o encontro com Xi Jinping e descartou integrar esforços tecnológicos com o governo chinês para manter liderança.

Por Redação Diário Local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que a China busca frear o progresso norte-americano no desenvolvimento de inteligência artificial (IA). A declaração ocorreu após o encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, realizado nesta semana.

Durante o diálogo, Trump relatou que os dois líderes discutiram o tema da "superinteligência", mas que o assunto não ocupou grande parte do tempo da conversa. Segundo o presidente americano, o interesse chinês em limitar o avanço tecnológico dos EUA se deve à liderança atual de Washington no setor.

O presidente dos Estados Unidos também descartou qualquer possibilidade de integrar esforços de desenvolvimento tecnológico entre as duas nações. Trump justificou a postura afirmando que, por estar na liderança do segmento, não pretende compartilhar o conhecimento ou "abrir o jogo" com o governo chinês.

A inteligência artificial consolidou-se como um dos principais campos de competição estratégica entre os dois países. A disputa envolve o desenvolvimento de modelos avançados, a produção de chips e a infraestrutura essencial para treinar e operar sistemas complexos.

Para Washington, o domínio dessa tecnologia é considerado vital tanto para a economia quanto para a segurança nacional. Parte do embate concentra-se justamente no setor de semicondutores, essenciais para a capacidade computacional de ponta.

Desde 2022, os Estados Unidos impõem restrições à venda de chips avançados e de equipamentos usados na fabricação de componentes para a China. A medida busca limitar o acesso chinês às ferramentas necessárias para o desenvolvimento de IA de alto nível.

Em resposta, a China tem investido na produção doméstica de semicondutores e no desenvolvimento de alternativas às tecnologias americanas. O avanço de empresas chinesas, como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI, tem contribuído para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos.

Apesar da intensa competição, autoridades dos dois países buscaram estabelecer canais de comunicação antes do encontro entre os líderes. O objetivo é criar mecanismos para comunicar possíveis incidentes envolvendo a IA e discutir riscos relacionados ao uso da tecnologia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.