Donald Trump defende Gianni Infantino e diz que substituir presidente da Fifa seria erro terrível
O presidente dos EUA qualificou o atual mandatário da Fifa de formidável em meio a crise política na entidade.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (10), que a Fifa cometeria um "erro terrível" caso cogitasse substituir seu atual presidente, Gianni Infantino. Em publicação na rede social Truth Social, Trump qualificou o dirigente ítalo-suíço como "formidável".
A manifestação ocorre em meio à maior crise política da gestão de Infantino à frente da entidade máxima do futebol. O atual cenário de instabilidade é reflexo de tentativas de mudança no modelo de negócios da organização, que enfrentaram forte resistência interna e externa.
No final de julho, a Fifa tentou implementar o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A iniciativa, avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 milhões), previa a venda de 20% de participação nos direitos comerciais das principais competições da entidade para investidores privados.
Um dos possíveis interessados no projeto era o fundo Thrive Eternal, que possui ligações com Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner — que é genro de Donald Trump. A proposta, no entanto, encontrou barreiras significativas para avançar.
Por que o projeto gerou crise?
A abertura para capital privado causou oposição direta de grandes confederações, como a Uefa, a Concacaf e a AFC. As instituições chegaram a ameaçar boicotar torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o plano fosse mantido.
Além das confederações, a dissidência apareceu entre lideranças importantes da própria organização. O dirigente Arsène Wenger e o secretário-geral Mattias Grafström se distanciaram publicamente do projeto, aumentando a pressão sobre o comando de Infantino.
Qual o futuro da gestão?
Apesar do desgaste político e das críticas ao projeto de privatização de parte dos direitos comerciais, a posição de Gianni Infantino parece garantida no curto prazo. Ele permanece como o único candidato para o próximo ciclo de comando da Fifa.
O processo de reeleição da entidade está previsto para ocorrer em março de 2027. Até lá, a gestão de Infantino deverá lidar com as consequências da tentativa de mudança estrutural que mobilizou o cenário do futebol mundial.
