Diário Local
Mundo

Trump defende alta no preço da gasolina como custo para impedir arma nuclear no Irã

Em discurso, presidente dos EUA afirmou que preços maiores de combustíveis evitam que o Irã obtenha tecnologia nuclear

Por Redação Diário Local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que os norte-americanos aceitem preços ligeiramente mais altos da gasolina como um custo necessário para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. As declarações foram feitas durante um discurso em Garden City nesta sexta-feira (14).

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que o aumento nos combustíveis é parte de um esforço para garantir que um "país muito maligno" não consiga desenvolver capacidades nucleares. Trump classificou a medida como um serviço prestado ao mundo.

"O que estamos fazendo é um grande serviço para o mundo, não apenas para nós mesmos... e estamos realmente fazendo um ótimo trabalho", declarou o presidente. Ele acrescentou que nunca se desculpará por atacar o Irã.

As falas de Trump aumentam o risco político para o governo, uma vez que a alta nos combustíveis vai de encontro à promessa de campanha de reduzir os custos de energia. O tema pode ser central nas eleições de meio de mandato de novembro.

Os democratas já buscam utilizar as possíveis consequências econômicas de um conflito contra o Irã como argumento político. O embate entre a política externa e o custo de vida dos americanos ganha novos contornos com o discurso.

Além da questão dos combustíveis, Trump intensificou a retórica sobre a importância estratégica do Estreito de Ormuz. O presidente afirmou que, após o confronto com o Irã, pretende declarar a via navegável como território dos Estados Unidos.

"Depois que terminarmos de derrotar o Irã... em breve declararei o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos", disse o líder norte-americano. Não ficou claro se a fala representa uma nova posição política ou o nível de intenção da medida.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais críticos para a estabilidade dos mercados globais de energia. Cerca de 20% dos embarques mundiais de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL) passam pela região.

A possibilidade de interrupções no fluxo de navios pela via navegável tem gerado instabilidade. Eventuais bloqueios ou tensões militares no local podem causar impactos de longo prazo no abastecimento mundial.

A instabilidade na região já reflete nos indicadores internacionais. O temor de conflitos tem elevado os preços das commodities energéticas de forma contínua.

Cenário atual dos preços de energia

As declarações ocorrem em um momento de alta nos preços do petróleo bruto. Nesta semana, o petróleo tipo Brent aproximou-se da marca de US$ 90 por barril.

Nos Estados Unidos, o custo para o consumidor final também apresentou elevação. O valor da gasolina subiu para aproximadamente US$ 4 por galão (equivalente a 3,8 litros).

O cenário econômico coloca o governo sob pressão para equilibrar a política de segurança nacional com a estabilidade de preços que foi prometida ao eleitorado durante o período de campanha.

O monitoramento dos mercados internacionais continua atento às movimentações diplomáticas e militares envolvendo o Irã e as rotas de escoamento de petróleo no Oriente Médio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.