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EUA

Trump é retirado de avião em operação secreta para evitar possível ataque de iranianos

Operação em Ancara usou aeronave com jornalistas e militares como isca após autoridades detectarem ameaça de elementos ligados ao Irã

Por Redação Diário Local

Donald Trump foi retirado secretamente do Air Force One durante uma viagem em Ancara, na Turquia, como parte de uma operação para protegê-lo de possíveis ataques ligados ao Irã. O presidente foi transferido da aeronave utilizando um contêiner de catering para evitar a identificação de sua presença no voo.

Após a retirada do presidente, o avião presidencial seguiu o trajeto normal, transportando funcionários do governo, militares e jornalistas. A manobra transformou a aeronave em uma espécie de isca, levantando questionamentos sobre o risco imposto aos passageiros que não foram informados sobre o aumento das ameaças.

Como ocorreu a operação em Ancara

No dia 8 de julho (8), o Air Force One decolou de Ancara com destino à Grã-Bretanha. Durante o voo, jornalistas que ocupavam a parte traseira da aeronave receberam instruções para manter as persianas das janelas fechadas. O objetivo era evitar que a ocupação fosse notada.

De acordo com informações apuradas, Trump desembarcou secretamente na Grã-Bretanha em outra aeronave militar. Posteriormente, ele foi colocado novamente no Air Force One para que pudesse aparecer diante das câmeras como se tivesse participado de todo o trajeto desde a Turquia.

A estratégia foi adotada após autoridades americanas concluírem que elementos ligados ao Irã representavam uma ameaça ao presidente. O caso ocorre em um contexto de alta vigilância, após incidentes de segurança envolvendo Trump durante sua campanha e visitas recentes.

Divergência sobre protocolos de segurança

A técnica de usar iscas é comum em comitivas presidenciais, como o uso de veículos idênticos ou helicópteros em grupos para confundir atacantes. No entanto, o uso de civis e jornalistas sem consentimento prévio para servir de escudo ou distração é um ponto de controvérsia.

Joe Hagin, que foi assessor de George W. Bush e vice-chefe de gabinete de Trump em seu primeiro mandato, afirmou que o risco é parte integrante das viagens presidenciais e que a prioridade é garantir a segurança do presidente. Segundo ele, informar todos sobre a operação colocaria o próprio líder em perigo.

Por outro lado, Joe Lockhart, ex-secretário de imprensa da Casa Branca durante o governo Clinton, criticou a abordagem. Ele pontuou que, em missões passadas, o foco era proteger o maior número possível de civis para que não fossem usados como "escudo humano".

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.