Trump e Xi Jinping se reúnem em Washington para discutir tarifas, tecnologia e comércio
Encontro na Casa Branca aborda acordos sobre soja, inteligência artificial e minerais críticos como terras raras
Por Redação Diário Local
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, reúnem-se nesta quinta-feira (24), na Casa Branca, em Washington, para discutir a relação comercial entre os dois países. A pauta do encontro inclui tarifas, inteligência artificial, chips, aviação, investimentos e a questão das terras raras.
As negociações ocorrem após os dois governos concordarem em prorrogar até 10 de janeiro de 2027 a trégua comercial que venceria em novembro. O objetivo é ganhar tempo para avançar em pontos que permanecem sem acordo, como a retirada mútua de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis.
Como o Brasil pode ser afetado?
O resultado das conversas entre Washington e Pequim pode impactar setores estratégicos da economia brasileira. No agronegócio, o foco está na soja, já que a China é a principal compradora mundial e disputa o mercado com os Estados Unidos.
No setor de mineração, há uma oportunidade para o Brasil no mercado de terras raras. Como a China domina cerca de 70% da mineração mundial e 85% do refino desses minerais, os Estados Unidos buscam diversificar fornecedores para garantir o fluxo de insumos para tecnologia e defesa.
Atualmente, o Brasil possui grandes reservas desses minerais, mas ainda tem participação reduzida na produção e no processamento. A busca por novos parceiros pode atrair investimentos para o setor no país.
O que está em disputa na tecnologia?
A inteligência artificial e a produção de chips avançados são pontos de atrito. Os Estados Unidos tentam limitar o acesso chinês a tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China busca reduzir essas restrições e desenvolver capacidade tecnológica própria.
Uma proposta em discussão é a criação de um canal de comunicação direto entre os dois países para tratar de incidentes envolvendo inteligência artificial, visando evitar escaladas de tensão.
Acordos empresariais e aviação
A agenda também contempla compromissos comerciais diretos. A China se comprometeu a avançar na compra de 200 aeronaves comerciais da Boeing, produzidas em território americano.
Além da aviação, os governos discutem serviços financeiros, investimentos e mecanismos para facilitar as transações comerciais entre empresas de ambos os países.
