Venezuela completa duas semanas de buscas por desaparecidos após terremotos de grande magnitude
País enfrenta dificuldades para localizar pessoas sob escombros após tremores de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem a região
Por Diário Local
A Venezuela completa, nesta quarta-feira (7/7), duas semanas de buscas por pessoas desaparecidas após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 terem atingido o país no final de junho. O balanço oficial do governo venezuelano aponta 3.685 mortos, mas organizações da sociedade civil registram mais de 30 mil pessoas com paradeiro desconhecido.
As áreas mais afetadas pelos abalos foram o estado de La Guaira e pontos da capital, Caracas. Desde os tremores principais, ocorridos na noite de 24 de junho, foram registradas mais de 1.000 réplicas de menor intensidade.
Segundo o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, 6.462 pessoas foram resgatadas e 86 mil famílias receberam atendimento até o momento. O trabalho de busca conta com o apoio de mais de 4.300 resgatistas internacionais e 27 mil voluntários.
Quais as dificuldades nos resgates?
As equipes de socorro trabalham com a perspectiva de localizar corpos, uma vez que as chances de encontrar sobreviventes são consideradas quase nulas. Entre os entraves citados para o trabalho das equipes está o peso dos escombros sobre as vítimas e a profundidade das áreas de busca.
O clima também tem sido um fator complicador, com temperaturas variando entre 30°C e 35°C na região. Além disso, os profissionais precisam seguir protocolos de segurança rigorosos para evitar novos acidentes em caso de novas réplicas dos tremores.
Uma equipe de 31 profissionais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que atua no país, já localizou 19 mortos até o momento. O tenente-coronel Rafael Cosendey, que lidera o grupo, relatou que a população local tem oferecido apoio intenso aos resgatistas internacionais.
Impactos na infraestrutura
Os abalos foram os mais fortes registrados no país desde 1900. De acordo com dados do governo, 856 edifícios foram atingidos pelos tremores, sendo que 190 deles sofreram desabamento total.
Em La Guaira, o sentimento da população tem evoluído da esperança de encontrar familiares vivos para a resignação e a revolta devido à falta de preparo das autoridades para enfrentar desastres naturais. A população tem tentado manter rotinas básicas, como cozinhar e organizar a limpeza de áreas afetadas, em meio ao cenário de crise.
