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Alexandre de Moraes

Justiça dos EUA concede novo prazo para Rumble e Trump Media responderem a pedido do Brasil

Juíza da Flórida contrariou pedido da AGU e concedeu mais uma semana para as empresas se manifestarem sobre extinção de processo.

Por Diário Local

A juíza Mary Scriven, da Corte da Flórida, concedeu um novo prazo de uma semana para que as empresas Rumble e Trump Media respondam ao pedido de extinção de uma ação judicial apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU). O processo tramita nos Estados Unidos e envolve o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão, proferida nesta terça-feira (7/7), contrariou o posicionamento do governo brasileiro. Antes da determinação da magistrada, a Rumble e a Trump Media haviam solicitado a prorrogação do prazo, que originalmente vencia nesta terça-feira.

O governo brasileiro apresentou oposição formal ao pedido de adiamento. Em sua argumentação, a AGU sustentou que as companhias tentavam criar uma “urgência artificial” para atrasar a resposta ao pedido de extinção do processo, alegando que o tempo concedido anteriormente já era suficiente.

Para reforçar a tese de que não houve falta de tempo, os advogados que representam o Brasil citaram declarações do advogado das empresas, Martin De Luca, concedidas à imprensa. A AGU argumentou que, se a defesa teve tempo para conceder entrevistas, também teria condições de elaborar a resposta técnica.

Em sua manifestação, a União afirmou que manobras processuais desse tipo não devem ser recompensadas com prazos adicionais. Com o novo entendimento da juíza Scriven, a Rumble e a Trump Media agora têm até o dia 14 de julho para se manifestar.

Entenda o processo contra Moraes

A disputa judicial nos Estados Unidos tem como foco as acusações feitas pelas empresas contra o ministro Alexandre de Moraes. A Trump Media e a Rumble alegam que o magistrado determina o bloqueio ilegal de perfis de pessoas que residem em solo americano e que promove censura contra discursos políticos de usuários alinhados à direita, mencionando o caso do influenciador Allan dos Santos.

A Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube e possui perfil popular entre conservadores nos Estados Unidos. Em fevereiro de 2025, Moraes determinou a suspensão da rede em todo o território brasileiro por descumprimento de ordens judiciais.

Na ocasião da suspensão, o ministro do STF justificou a medida alegando que a plataforma era utilizada para disseminar notícias falsas e ataques contra as instituições democráticas do país. Moraes também reforçou que todas as empresas que operam no Brasil estão sujeitas ao cumprimento da legislação local.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.