Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 2.295
Duas semanas após os abalos sísmicos de magnitude 7,2 e 7,5, país enfrenta escassez de alimentos e colapso dos serviços básicos.
Por Diário Local
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.295, segundo informação divulgada pelo presidente da assembleia nacional do país, Jorge Rodríguez, nesta quarta-feira (1º de julho). Os feridos chegam a 11.267 pessoas.
Os dois terremotos ocorreram no dia 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5. Os abalos sísmicos atingiram La Guaira e zonas das cidades de Caracas, Carabobo e Aragua, derrubando edifícios na capital venezuelana.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou os dois eventos com alerta vermelho, o nível mais alto de risco no sistema da agência, indicando o potencial devastador dos tremores.
O primeiro terremoto teve epicentro localizado a 24 quilômetros a leste-nordeste de San Felipe, a uma profundidade de 21,8 quilômetros. O segundo tremor apresentou epicentro a 23 quilômetros a sudeste de Yumare, a uma profundidade de 10 quilômetros.
Uma semana após os abalos, o número de resgatados caiu drasticamente. Enquanto 5.380 pessoas foram salvas nos dois primeiros dias, apenas 4 pessoas foram resgatadas vivas na última segunda-feira (29 de junho), indicando a redução das operações de busca.
Crise humanitária se agrava
A Venezuela enfrenta uma crise humanitária em expansão. Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgadas em 30 de junho, milhares de desabrigados enfrentam dificuldade para encontrar abrigo adequado.
A ONU alertou ainda para o risco de surgimento de surtos de doenças infecciosas entre a população afetada, agravado pelas péssimas condições sanitárias e de abrigamento.
A situação é particularmente crítica em La Guaira, o estado mais afetado pelos terremotos. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou que há escassez generalizada de alimentos na região.
Os serviços básicos entram em colapso após o desastre. A conectividade foi amplamente interrompida, dificultando a coordenação de operações de ajuda humanitário e comunicação entre as populações afetadas.
A falta de infraestrutura agrava ainda mais a situação dos desabrigados. Com edifícios destruídos e serviços inoperantes, a população enfrenta dificuldades crescentes para acessar alimentos, água e abrigo seguro.
As autoridades venezuelanas continuam divulgando atualizações sobre o número de vítimas e o estado da assistência humanitária no país.
