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História

Explorador descobre ruínas de Vilcabamba, a verdadeira capital perdida dos incas, na selva peruana

Ruínas localizadas em 1964 pelo americano Gene Savoy e pelo peruano Antonio Santander são quatro vezes maiores que Machu Picchu

Por Redação Diário Local

O explorador americano Gene Savoy e o peruano Antonio Santander localizaram, em 1964, as ruínas de Vilcabamba, a verdadeira capital perdida dos incas. O sítio arqueológico foi encontrado em meio à selva andina e possui proporções quatro vezes maiores que as de Machu Picchu.

A descoberta de Savoy e Santander revelou um complexo composto por três platôs montanhosos, que incluíam fontes, construções de calcário e granito, além de um palácio. O local serviu como refúgio para a resistência inca durante o enfrentamento contra os conquistadores espanhóis.

A identificação do sítio como a antiga Vilcabamba foi reforçada pela presença de telhas com design espanhol, mas que carregavam marcações e coloração de influência inca. Esse detalhe é considerado uma evidência tangível importante, já que os incas costumavam utilizar telhados de palha.

Como surgiu a busca por Vilcabamba?

A busca pelo local remonta ao início do século 20, quando a existência de uma cidade perdida tornou-se lendária. Após a queda de Cusco em 1536, o rei inca Manco teria conduzido seu povo para as montanhas, estabelecendo uma capital de exílio para planejar táticas de guerrilha contra os espanhóis.

Em 1911, o acadêmico Hiram Bingham III liderou uma expedição que resultou na revelação de Machu Picchu ao mundo. Na época, acreditava-se que o local encontrado por Bingham era Vilcabamba, mas o erro foi corrigido décadas depois com a expedição de Savoy.

O acadêmico Bingham, que era professor assistente de história latino-americana, foi incentivado pelo prefeito de Apurímac, Juan José Núñez, a investigar o potencial de tesouros na região de Choquequirao, localizado nos Andes peruanos.

O que foi encontrado nas ruínas?

Durante a exploração em 1964, Savoy e Santander encontraram estruturas espalhadas por terrenos elevados. A magnitude das ruínas e a localização em um afluente do Amazonas indicavam um assentamento de grande importância para o último período de resistência do império.

As evidências materiais, como as telhas mencionadas, alinham-se a relatos históricos do século 16. O frade Martín de Murúa, que registrou a conquista espanhola, já descrevia que os incas mantinham um palácio em diferentes níveis e coberto por telhas em seu local de exílio.

A ocupação de Vilcabamba terminou em 1572, quando, diante de uma invasão, os incas incendiaram a cidade e fugiram, permitindo que a selva engolisse as estruturas por séculos até a chegada dos exploradores modernos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.