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Carnaval

Grupos de bate-bolas no Rio de Janeiro já definem temas para o carnaval de 2027

Turmas de mascarados começam preparativos para 2027 e exposição no Centro apresenta indumentárias e registros da tradição.

Por Redação Diário Local

Grupos de foliões conhecidos como bate-bolas já iniciaram a definição dos temas que servirão de inspiração para os desfiles de 2027 no Rio de Janeiro. A preparação ocorre de forma antecipada, embora o carnaval oficial esteja previsto para começar apenas em 6 de fevereiro do ano que vem.

Entre as definições confirmadas, a Turma Empoderadas, formada exclusivamente por mulheres, escolheu o tema "Rainha da Savana". Já a Turma Complexo da Leocádia, de Realengo, levará para a avenida o Reino de Wakanda e o filme "Pantera Negra", com foco na celebração da cultura africana.

A escolha do tema em Realengo busca transmitir mensagens de ancestralidade, força e resistência. Segundo Igor Nogueira, um dos representantes da turma, o objetivo é levar a riqueza da cultura africana para a rua e transformar o desfile em um evento marcante com a grandiosidade de Wakanda.

Exposição celebra a tradição no Centro

Como parte do aquecimento para a folia, a Biblioteca Parque Estadual, no Centro, recebe a exposição gratuita "Clóvis: o rosto detrás da máscara". A mostra apresenta indumentárias completas e originais, adereços e registros audiovisuais dos mascarados.

A visitação ocorre de segunda a sexta-feira (24), das 10h às 17h, e segue até o dia 21 de agosto. O projeto conta com a participação de diversas agremiações, como a Turma Bem Feito, a Mercenários de Realengo, a Turma Animação da Ilha do Governador e a Velha Guarda de Paciência.

Também integram a iniciativa grupos como a Tropa do Senegal, a Turma do Funil, a Turma Playboyzada e a Que Turma É Essa. No encerramento da mostra, está prevista a realização de uma visita mediada pelo acervo.

Custos e estrutura dos grupos

A manutenção de algumas dessas turmas, que possuem mais de 30 ou 40 anos de história, depende do pagamento de mensalidades feitas pelos próprios integrantes. O montante arrecadado financia o aluguel de ônibus para os desfiles, as resenhas pós-folia e a confecção de fantasias.

O custo das indumentárias pode variar entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil por integrante. O modelo de organização é o que garante a longevidade de grupos que mantêm a tradição viva há décadas no cotidiano carioca.

Treze anos após o reconhecimento dos Clóvis como Patrimônio Cultural da Cidade, a cena de competições se consolidou em pontos específicos. A Cinelândia abriga o concurso da Riotur, enquanto o Parque Oeste recebe encontros organizados pela Associação Estadual Folclórica do Rio de Janeiro, com apoio da prefeitura.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.