Câmara de Nova Friburgo mantém veto e unidade de saúde de Lumiar não terá nome de Isadora Stulpen
Vereadores mantiveram por 11 votos a 8 o veto do prefeito que impediu a homenagem à menina na unidade de urgência do distrito.
Por Davy Albuquerque
A Câmara Municipal de Nova Friburgo manteve, na noite desta terça-feira (14), o veto do prefeito ao projeto de lei que previa nomear a Unidade de Urgência e Emergência 24 Horas de Lumiar com o nome de Isadora Stulpen. A decisão foi tomada por 11 votos a 8, impedindo a vigência da proposta que havia sido aprovada anteriormente pelo Legislativo.
A sessão ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro e contou com a presença de familiares da menina, moradores de Lumiar e representantes de associações locais. Durante os debates, houve momentos de tensão no plenário entre parlamentares e o público presente.
Justificativa do Executivo
O prefeito Johnny Maycon justificou o veto em mensagem encaminhada à Câmara, alegando a falta de consenso entre os moradores. Segundo o documento da prefeitura, a unidade atende não apenas Lumiar, mas também a localidade de São Pedro da Serra e áreas vizinhas, o que exigiria uma escolha que representasse toda a comunidade.
A prefeitura argumentou que a denominação oficial deveria buscar o fortalecimento dos laços comunitários e evitar que o nome se tornasse um elemento de discórdia. Com a manutenção do veto, o Executivo pretende abrir espaço para consultas públicas e diálogos democráticos para encontrar uma solução consensual.
Contestação de moradores e familiares
Representantes da Associação de Moradores de Lumiar afirmaram que o veto foi motivado pela ausência de uma consulta aberta à comunidade antes da aprovação do projeto. Segundo o movimento, os moradores só tomaram conhecimento da proposta após a aprovação inicial pela Câmara, o que gerou pedidos para que houvesse uma votação popular.
Após o resultado da votação, o pai de Isadora, Ruan Carlo Stulpen, criticou a decisão. Ele afirmou que a intenção do projeto não era apenas uma homenagem, mas sim a preservação da memória do caso que motivou a mobilização para a criação da própria unidade de saúde no distrito.
Moradores que acompanhavam a sessão também protestaram contra o resultado, criticando o posicionamento de parte dos vereadores e a forma como as associações conduziram o pedido de veto junto ao governo municipal.
