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Casa Imperial afirma que herdeiros em conflito por palácio em Petrópolis 'não representam' tradições monárquicas

Disputa envolveu trancamento de Príncipe Dom Pedro Tiago fora do Palácio do Grão-Pará; Casa Imperial esclareceu que envolvidos foram afastados da sucessão há mais de um século.

Por Diário Local

A Casa Imperial do Brasil divulgou nota nesta quinta-feira afirmando que os herdeiros envolvidos em disputa por imóvel em Petrópolis "não representam" as tradições do Império e o ideal monárquico brasileiro. O posicionamento responde ao conflito que envolveu o Príncipe Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança, trancado para fora do Palácio do Grão-Pará, onde reside.

De acordo com a Casa Imperial, Dom Pedro Tiago e os administradores da Companhia Imobiliária de Petrópolis são descendentes da Princesa Isabel que foram afastados da sucessão dinástica há mais de um século. A instituição ressaltou que esses herdeiros "têm pouco ou nenhum contato" com Dom Bertrand de Orleáns e Bragança, bisneto da Princesa Isabel e chefe da Casa Imperial do Brasil, nem com seus irmãos e sobrinhos.

O conflito pela posse do imóvel

Em meados de maio, Dom Pedro Tiago acionou a Justiça contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis após ser impedido de acessar o Palácio do Grão-Pará. No dia 11 de maio, a 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis concedeu liminar a seu favor, determinando que a companhia desocupasse o palácio e permitisse sua reintegração de posse.

A empresa é dirigida pelo pai de Dom Pedro Tiago. Conforme a Casa Imperial informou em seu comunicado, Dom Bertrand e seus familiares próximos não são proprietários da companhia nem recebem laudêmio — valores que são percebidos integralmente pela Companhia Imobiliária de Petrópolis e repassados aos seus associados.

Disputa pela Casa da Princesa Isabel

Paralelamente, outro caso envolvendo a mesma companhia tramita na Justiça. A Companhia Imobiliária de Petrópolis ajuizou ação em 28 de maio na 2ª Vara Cível de Petrópolis para reintegração de posse do segundo andar da Casa da Princesa Isabel, também na cidade imperial.

O imóvel é ocupado por Maria Cristina Schmidt Peçanha de Orleáns e Bragança e Francisco Theodoro Peçanha de Orleáns e Bragança, ex-mulher e filho de Francisco Humberto de Bourbon de Orleáns e Bragança, sócio da companhia. Conforme a ação, Francisco Humberto recebeu o imóvel em comodato (empréstimo gratuito), do qual saiu após a separação. A empresa cobra aluguel de R$ 2,5 mil aos atuais ocupantes.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.