Casa da Mulher Brasileira terá atendimento 24 horas em Juiz de Fora a partir de março de 2027
Equipamento integrará serviços de delegacia, assistência social e jurídica para vítimas de violência em espaço único.
Por Redação Diário Local
A Casa da Mulher Brasileira deve iniciar suas atividades em Juiz de Fora em março de 2027, com funcionamento 24 horas para o atendimento de mulheres cis e trans vítimas de violência. A previsão de conclusão das obras e início das operações foi informada pela secretária Especial das Mulheres da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Lurdes Militão, nesta quarta-feira (19).
O equipamento está sendo construído entre a Rua José Calil Ahouagi e a Avenida Brasil, na região central da cidade. O objetivo do projeto, que integra uma iniciativa do Governo Federal, é concentrar diferentes serviços da rede de proteção em um único espaço físico para facilitar o acolhimento e a agilidade no atendimento.
Quais serviços estarão disponíveis na Casa?
O espaço contará com a presença da Delegacia da Mulher, assistência social e psicológica, além de suporte jurídico por meio da Vara do Tribunal de Justiça, do Ministério Público e da Defensoria Pública. Para as vítimas, também haverá previsão de brinquedoteca e alojamento de passagem para situações de urgência.
A estrutura também incluirá uma central de transportes e um espaço dedicado à promoção da autonomia econômica das mulheres. De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora, a estimativa é de que a unidade realize cerca de mil atendimentos mensais, número baseado em parâmetros de municípios com população similar, de cerca de 600 mil habitantes.
Sobre o acolhimento temporário, a secretária Lurdes Militão afirmou que a proposta da unidade é atender todas as mulheres que necessitarem do serviço de alojamento de passagem, sem limitação de vagas para casos de urgência.
Fortalecimento da rede de proteção
A Secretaria Especial das Mulheres reconhece que a rede de proteção do município ainda precisa avançar para lidar com a atuação dos agressores. Segundo a pasta, o fortalecimento das instituições e a implementação de novas políticas são fundamentais para que as mulheres se sintam protegidas.
Em paralelo às novas obras, o Legislativo municipal mantém o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam). Localizado no Palácio Barbosa Lima, no Centro, o serviço oferece acolhimento, orientação jurídica e encaminhamentos para outros órgãos da rede de proteção.
Outra frente de atuação ocorre por meio da Câmara da Mulher Empreendedora, que promove a capacitação profissional e a inserção no mercado de trabalho. A entidade destaca que a autonomia financeira é um fator relevante para auxiliar as mulheres no rompimento de ciclos de violência, especialmente em casos de dependência econômica do agressor.
