Cataratas do Iguaçu registram vazão quase 8 vezes maior que a média histórica
Volume de água chegou a 11,8 milhões de litros por segundo nesta segunda-feira (12); passarela segue interditada por segurança.
Por Redação Diário Local
As Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), registraram uma elevação expressiva no volume de água nesta segunda-feira (12). A vazão atingiu 11,8 milhões de litros por segundo, marca que é quase oito vezes superior à média histórica de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo.
O aumento no volume d'água está relacionado às chuvas registradas na bacia do Rio Iguaçu, que atravessa o estado do Paraná. Com a vazão elevada, as quedas apresentam uma força muito superior à habitual, alterando a paisagem do principal atrativo turístico da região.
Em razão do risco provocado pela elevação do nível do rio, a passarela das Cataratas foi fechada preventivamente no domingo (11). O fechamento ocorreu após a vazão atingir cerca de 8,8 milhões de litros por segundo, seguindo os protocolos de segurança do Parque Nacional do Iguaçu.
Além da passarela principal, os caminhos das Bananeiras e do Poço Preto também foram temporariamente interditados. A medida visa evitar acidentes, uma vez que esses trechos podem apresentar pontos de alagamento devido ao volume do rio.
Apesar das restrições em pontos específicos, o parque permanece aberto para visitação. A Trilha das Cataratas e os mirantes seguem acessíveis, permitindo que os turistas observem o movimento das quedas d'água e a alteração na paisagem.
Até o momento, não há uma previsão definida para a reabertura da passarela. A liberação do acesso dependerá da redução da vazão para níveis considerados seguros e da avaliação técnica das equipes de campo.
A concessionária Urbia+Cataratas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da unidade de conservação, realizam o monitoramento constante das condições do rio e das áreas afetadas.
O Parque Nacional do Iguaçu abriga uma das paisagens naturais mais conhecidas do Brasil e é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco. O monitoramento segue em tempo real conforme as condições climáticas na bacia hidrográfica.
