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Fiscalização

CRECI-MG registra 48 casos de exercício ilegal da profissão de corretor em Juiz de Fora

Conselho realiza ação de orientação em condomínios e administradoras nesta terça-feira (18) após registrar 48 casos de irregularidade no ano

Por Redação Diário Local

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (CRECI-MG) realiza, nesta terça-feira (18), uma ação de orientação e fiscalização em condomínios residenciais e administradoras de Juiz de Fora. A iniciativa busca combater o exercício ilegal da profissão, que já registrou 48 ocorrências na cidade entre janeiro e agosto de 2026.

A ação, com início previsto para as 9h desta terça-feira (18), tem como foco orientar síndicos, porteiros, administradoras e moradores. O objetivo é ensinar como identificar profissionais habilitados e como reconhecer possíveis situações de irregularidade na corretagem de imóveis.

Segundo o conselho, os condomínios foram selecionados por serem pontos de contato estratégico entre o mercado imobiliário e potenciais compradores, vendedores ou locatários. A atuação de pessoas sem o devido registro profissional pode envolver negociações de compra, venda e locação de imóveis.

A atividade de corretor de imóveis é regulamentada e exige registro profissional obrigatório. De acordo com o CRECI-MG, a prática irregular pode acarretar problemas graves, como a elaboração de contratos inválidos, a retenção indevida de valores e transações que envolvam imóveis com impedimentos legais.

O conselho informou que, ao receber uma denúncia, realiza diligências para verificar a situação. Quando as irregularidades envolvem profissionais que possuem registro, são adotadas medidas administrativas e disciplinares. Já os casos que configuram exercício ilegal da profissão são encaminhados diretamente às autoridades competentes.

Quais são os números da fiscalização em Juiz de Fora?

Dados do CRECI-MG revelam que, entre janeiro e agosto de 2026, a cidade de Juiz de Fora contabilizou 62 denúncias e notícias sobre possíveis irregularidades. No mesmo intervalo, o órgão emitiu um total de 882 documentos de fiscalização para monitorar a categoria.

Dentro do volume de documentos emitidos, o conselho registrou 623 autos de constatação e 189 notificações. Além desses, foram contabilizados 22 autos de infração ética e os 48 autos que tratam especificamente do exercício ilegal da profissão de corretor.

A fiscalização contínua busca garantir que as negociações imobiliárias na região ocorram dentro das normas legais, protegendo tanto os profissionais registrados quanto os consumidores que buscam serviços de intermediação no mercado local.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.