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Literatura

Curadoria da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto busca integrar diferentes gerações

Adriana Silva, presidente da Fundação do Livro e Leitura, defende que novas tecnologias reorganizam o hábito de ler sem substituir o livro físico.

Por Redação Diário Local

A curadoria da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL) busca atuar como uma ponte para integrar diferentes gerações de leitores por meio de múltiplas linguagens. Segundo Adriana Silva, presidente da Fundação do Livro e Leitura e responsável pela curadoria do evento, o papel do projeto é interpretar o tempo presente e criar oportunidades de encontro entre perfis que raramente compartilham experiências.

Para a curadora, o maior desafio das políticas de formação de leitores é compreender que existem diferentes modos de construir repertório cultural. Ela defende que as novas tecnologias não eliminam as linguagens tradicionais, mas as reorganizam para que possam coexistir de acordo com necessidades humanas distintas.

Adriana Silva utiliza exemplos históricos para ilustrar essa coexistência, mencionando que o rádio não acabou com o jornal e a televisão não substituiu o rádio. Da mesma forma, a internet e o livro digital não eliminam o suporte impresso, servindo apenas como novas formas de iniciar a trajetória literária de cada indivíduo.

Qual é o papel da curadoria na feira?

O trabalho de curadoria vai além da simples seleção de autores ou organização de agendas. Segundo a presidente da Fundação, o processo consiste em identificar ausências e aproximar diferenças, transformando a feira em uma "arquitetura de encontros" entre pessoas que pensam e leem de maneiras diversas.

A estratégia busca acolher tanto o leitor habitual quanto aqueles que ainda não se reconhecem como tal. O público-alvo abrange desde crianças que chegam pela contação de histórias até adolescentes que acompanham escritores por meio de vídeos e redes sociais.

A proposta também inclui a integração de diversas expressões culturais, como quadrinhos, ilustrações, audiovisual, podcasts e literatura digital. O objetivo é expandir a experiência literária sem abandonar o livro, incorporando a oralidade e a poesia falada ao evento.

Como equilibrar tradição e inovação?

A organização busca o equilíbrio entre a preservação de autores que consolidaram a tradição literária e a abertura para novas vozes. Esse movimento visa ampliar a compreensão sobre o país e o mundo, valorizando a produção local sem perder o diálogo com o cenário nacional e internacional.

Ao celebrar 25 edições, a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto reafirma sua capacidade de acompanhar as transformações sociais. Para a curadoria, a missão é garantir que diferentes gerações descubram que seus repertórios não competem entre si, mas se complementam por meio da narrativa literária.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.