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Itapecerica

Idosa de 103 anos vive em casarão bicentenário ao lado de igreja em Itapecerica

Moradora reside em imóvel que pertence à mesma família desde 1921 e preserva características de séculos passados.

Por Redação Diário Local

Maria das Dores Ribeiro Mendes, de 103 anos, reside em um dos casarões mais antigos de Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O imóvel, localizado ao lado da Igreja de São Francisco, pertence à família há mais de um século e preserva elementos arquitetônicos de séculos passados.

A idosa vive no local com a irmã, Maria José, de 84 anos. A residência funciona como um registro histórico do município, mantendo características como paredes de pau a pique e estruturas de madeira que atravessam gerações.

A trajetória da família no imóvel começou em 1921, quando o casarão foi adquirido pelo médico José dos Santos Ribeiro. Na ocasião da compra, a construção apresentava sinais de abandono, sendo necessário um processo de recuperação para a manutenção da estrutura.

Durante uma reforma realizada em 2001, foram encontrados detalhes que remetem a períodos antigos da construção, como pilares de madeira e amarras de cipó. Esses elementos foram preservados para manter a identidade histórica do patrimônio local.

A preservação do imóvel é coordenada pelo sobrinho de Maria das Dores, Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora. Ele reside em uma rua lateral para garantir a autonomia e a privacidade da tia e da irmã no casarão.

O segredo da longevidade

Ao comentar sobre o fato de ter atingido os 103 anos, Maria das Dores afirma que o segredo é manter a mente ocupada. Ao longo da vida, ela adotou uma rotina de trabalhos manuais, como bordado e crochê, para evitar o ócio.

Atualmente, a idosa recebe acompanhamento de cuidadoras e conta com o apoio constante de familiares. A rotina na casa também reflete a tradição religiosa da família, que possui diversos membros dedicados ao clero ao longo das décadas.

Para a centenária, que nasceu em 28 de março de 1923, a casa é um arquivo vivo de memórias. Ela relata que os objetos e as paredes do imóvel ajudam a reconstruir a história de Itapecerica e de sua própria linhagem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.