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Coronel Jairo

Justiça determina que Google remova vídeos de Coronel Jairo contra Leniel Borel

Decisão da Justiça do Rio de Janeiro proíbe ex-deputado de divulgar novas ofensas sob pena de multa de R$ 5 mil por publicação

Por Diário Local

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Google remova do YouTube vídeos publicados por Jairo Souza Santos, conhecido como Coronel Jairo, que continham ataques contra Leniel Borel, pai de Henry Borel. A medida foi tomada em caráter de urgência para cessar ofensas proferidas pelo ex-deputado contra o pai da vítima.

A decisão foi assinada pelo juiz Guilherme de Souza Almeida, da 2ª Vara Cível da Regional de Madureira, em 2 de julho. Além da remoção do conteúdo, o magistrado proibiu o Coronel Jairo de divulgar novas informações falsas contra Leniel, estabelecendo uma multa de R$ 5 mil para cada nova publicação que desrespeite a ordem judicial.

Segundo consta no processo, em vídeos publicados na plataforma, o ex-deputado teria utilizado termos como “canalha”, “pilantra” e “mentiroso” para se referir a Leniel Borel.

O que diz a defesa de Leniel Borel?

Em nota, Leniel Borel afirmou que a divulgação dos vídeos fazia parte de uma estratégia para tentar influenciar o julgamento do filho do Coronel Jairo. O filho do ex-deputado foi condenado, no dia 4 de julho, a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry Borel.

De acordo com Leniel, a campanha difamatória contra o pai da vítima teria o objetivo de tentar tornar o crime menos desprezível e influenciar o júri popular.

Andamento do processo e citação

Informações dos autos indicam que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro enviou um oficial de Justiça à residência de Coronel Jairo em 3 de julho para realizar a citação formal. Na ocasião, uma funcionária informou que ele não estava no local, e uma cópia do mandado foi deixada na residência.

A comunicação judicial também foi tentada via WhatsApp, meio autorizado pelo tribunal. Até o momento, o Coronel Jairo não confirmou o recebimento da citação nem respondeu às mensagens enviadas.

A Justiça também autorizou, na última sexta-feira (3), a quebra de sigilo do celular apreendido na cela do ex-vereador, com o objetivo de apurar possíveis comunicações e articulações realizadas por ele durante o período de prisão.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.