Comerciante de Araraquara abre hortifrúti com sistema de autoatendimento e base de confiança
Estabelecimento no interior de São Paulo permite que clientes escolham produtos e realizem o pagamento por conta própria.
Por Redação Diário Local
Um comerciante de Araraquara, no interior de São Paulo, abriu um hortifrúti que funciona exclusivamente por autoatendimento, baseado na confiança entre o estabelecimento e os clientes. No local, situado no bairro Jardim Águas do Paiol, os consumidores entram na loja, escolhem os produtos e realizam o pagamento por conta própria, sem a necessidade de funcionários para a cobrança.
O modelo de negócio permite que o público selecione frutas, legumes e verduras e utilize uma calculadora disponibilizada no espaço para somar o valor total da compra. As opções de pagamento incluem Pix, cartão ou dinheiro, conforme a preferência de cada pessoa.
Para facilitar as transações em espécie, o proprietário, Cristiano Aparecido Ferreira, utiliza uma panela antiga, que pertenceu à sua avó, adaptada como um cofre. Por meio desse recipiente, os clientes podem retirar o próprio troco de forma autônoma caso realizem o pagamento em dinheiro.
Alguns consumidores também adotaram o hábito de registrar os itens comprados em um caderno deixado na loja. A prática ajuda tanto o cliente quanto o proprietário na organização do estoque e no controle contábil das vendas realizadas.
Como funciona o modelo de negócio?
O sistema foi desenvolvido para atender clientes que antes perdiam vendas por não poderem buscar o comerciante pessoalmente. Antes de abrir a loja física, Cristiano realizava o plantio e a entrega de legumes para diversos pontos da cidade, mas decidiu investir no autoatendimento para facilitar o acesso direto do público.
Segundo o proprietário, o resultado do experimento é 95% satisfatório. Cristiano relatou que, desde o início do funcionamento do hortifrúti, registrou apenas um problema com um cliente que não efetuou o pagamento dos produtos levados.
Apesar do foco na boa-fé, o estabelecimento conta com a instalação de câmeras de segurança para monitoramento. O comerciante afirmou que a grande maioria das pessoas é honesta e que o objetivo do trabalho é proporcionar satisfação e apresentar seu serviço à comunidade.
Consumidores frequentes, como a aposentada Tereza Rodrigues dos Santos, destacam que o sistema funciona como um voto de confiança. Para os frequentadores, a proposta gera um compromisso de honestidade com o estabelecimento.
