Haddad diz que Lula defende interesses do Brasil e não 'baixa a cabeça' para outros países
Durante convenção do PT em São Paulo, Fernando Haddad criticou adversários e afirmou que o presidente defende os interesses nacionais.
Por Redação Diário Local
O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou neste domingo (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende os interesses nacionais e não cede a pressões de líderes estrangeiros. A declaração ocorreu durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, que oficializou a candidatura de Lula à reeleição.
Durante o discurso, Haddad utilizou um tom de provocação ao adversário Flávio Bolsonaro (PL), que possui aliança com o presidente americano Donald Trump. O candidato paulista declarou que o petista não "baixa a cabeça para presidente de nenhum outro país" e que não coloca o "boné de presidente de nenhum outro país".
Haddad acrescentou que o presidente defende a soberania brasileira independentemente de qualquer tipo de ameaça externa. O candidato também elogiou a trajetória de Lula, afirmando que a experiência do líder petista é um "motivo de inveja no mundo" e que o presidente continuará governando enquanto o "mar estiver revolto".
O que muda com a oficialização da candidatura?
A convenção, realizada no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo, marca o início formal da busca de Lula por um quarto mandato presidencial. Caso seja eleito, o presidente alcançará um feito inédito na história política do Brasil.
A confirmação do nome de Lula foi anunciada por volta das 10h deste domingo (2) pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Em seu pronunciamento, Silva celebrou a construção política que visa a reeleição e destacou a força dos movimentos sociais na busca pela vitória.
Silva também afirmou que o país enfrentará uma escolha entre o que chamou de "pequenez política" e o atual comando do Executivo. Segundo o dirigente, o objetivo do partido é mostrar a força das legendas aliadas para projetar o futuro da América Latina.
Críticas de aliados durante o ato
A ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), também discursou no evento e direcionou críticas a Flávio Bolsonaro. Tebet classificou o adversário como integrante da extrema direita e acusou o grupo político de tentar eliminar direitos já conquistados.
A candidata ao Senado afirmou que a população está percebendo o posicionamento do opositor, utilizando termos para descrever a postura de Flávio como "golpista". O evento em São Paulo é considerado uma etapa estratégica para a mobilização do partido no maior colégio eleitoral do país.
