Juiz de Fora terá três abrigos permanentes para conter riscos de desastres climáticos
Plano de contingência para o período chuvoso determina estruturas de acolhimento e reforça uso de alertas da Defesa Civil.
Por Redação Diário Local
A Prefeitura de Juiz de Fora instituiu, nesta quinta-feira (1), o Plano de Contingência Municipal para Enfrentamento aos Desastres Climáticos para o período chuvoso de 2026/2027. A medida estabelece a criação de três abrigos permanentes para acolher famílias que precisem deixar suas casas em razão de riscos geológicos ou hidrológicos.
As novas estruturas de acolhimento funcionarão em três pontos estratégicos da cidade: no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), na região central; no Centro de Convivência Barreira do Triunfo, na Zona Norte; e no Cras Sul 3, localizado no bairro Santa Luzia. Segundo o município, os locais terão estrutura preparada para a permanência temporária de moradores retirados de áreas ameaçadas.
O documento, formalizado por decreto assinado pela prefeita Margarida Salomão, detalha as diretrizes de atuação da cidade em situações de emergência. O plano inclui a mobilização de estruturas, sistemas de alerta e as medidas destinadas ao atendimento direto da população afetada por desastres.
A versão atual do plano também considera cenários climáticos específicos, como a possível ocorrência de um "Super El Niño". Esse fenômeno pode trazer chuvas irregulares e períodos de ondas de calor para a região de Juiz de Fora, exigindo maior prontidão das autoridades e da população.
Monitoramento e tecnologia
O novo plano prevê o avanço das ações de prevenção por meio do uso de tecnologia pela Defesa Civil. A ideia é ampliar o monitoramento de áreas de risco, o levantamento de dados constantes e a rapidez na emissão de alertas para os moradores.
Durante a assinatura do decreto, a prefeita Margarida Salomão reforçou a necessidade de os moradores acompanharem as orientações oficiais. Ela destacou a importância de respeitar as determinações de interdição de imóveis e áreas que apresentem risco de desabamento ou inundação.
A prefeita ressaltou que o desafio de comunicar interdições é uma tarefa difícil, mas necessária para garantir a responsabilidade e a segurança. A orientação é que a população leve a sério os alertas emitidos pelos órgãos de defesa municipal.
A elaboração do documento contou com a participação de diversos órgãos, incluindo representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual. Os Ministérios Públicos estadual e federal também colaboraram na construção do plano, que é publicado de forma recorrente desde 2021.
