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Acessibilidade

Mãe registra mais de mil denúncias para cobrar acessibilidade em Belo Horizonte

Juliana Alcântara registra obstáculos como buracos e falta de rampas para garantir o direito de circular com o filho PCD

Por Redação Diário Local

A servidora pública Juliana Alcântara Moreira Pereira registrou 1.042 denúncias em busca de melhorias na acessibilidade em Belo Horizonte. O objetivo é garantir que seu filho, Gael Alexandre, de 6 anos, que possui paralisia cerebral e utiliza cadeira de rodas, consiga circular com autonomia pela capital mineira.

A rotina de fiscalização, que ganhou o apelido de “Periquito Fiscalizador” no âmbito familiar, acontece durante os deslocamentos para terapias e momentos de lazer. Juliana identifica problemas como calçadas inadequadas, buracos, ausência de rampas e lixeiras danificadas, transformando cada obstáculo em um protocolo oficial.

A mãe relata que as cobranças começaram a ser intensificadas há cerca de quatro anos, com resultados aparecendo aproximadamente dois anos depois. Quando as solicitações feitas nos canais da Prefeitura de Belo Horizonte não são atendidas, ela recorre à Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) ou participa de audiências públicas.

Quais são os principais obstáculos encontrados?

Segundo o relato de Juliana, a lista de problemas inclui desde grandes falhas de infraestrutura até pequenos detalhes, como lixeiras furadas. Ela destaca que a irregularidade das calçadas e a falta de acessibilidade em clubes e espaços de lazer dificultam a convivência social e o direito ao descanso.

A dificuldade de locomoção já afetou a rotina escolar da família. Em certos períodos, Juliana precisou percorrer cerca de três quilômetros empurrando a cadeira de rodas do filho para evitar o uso do transporte coletivo em horários de grande lotação, o que considerava inviável para o conforto e segurança da criança.

Para amenizar os problemas de deslocamento, a família utiliza um triciclo adaptado. O equipamento permite que Gael se movimente de forma passiva com as pernas enquanto a mãe conduz o veículo, possibilitando o contato com diferentes áreas da cidade.

Como funciona a conscientização sobre o tema?

Além da atuação administrativa, Juliana busca levar a discussão sobre inclusão para o ambiente escolar. No aniversário de Gael, ela distribuiu um jogo de tabuleiro chamado “Turminha do Gael na missão de acessibilizar BH”, com o intuito de ensinar crianças sobre situações vividas por pessoas com deficiência.

A iniciativa inclui também a criação de um baralho da acessibilidade e materiais informativos para familiares de colegas de escola. A intenção é estimular atitudes de cidadania e mostrar que a acessibilidade beneficia toda a sociedade, não apenas quem utiliza cadeiras de rodas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.