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Segurança

DJ é condenado a 18 anos de prisão por tentativa de feminicídio em Belo Horizonte

Justiça fixou pena de 18 anos em regime fechado para homem que invadiu residência de ex-companheira e cometeu violência sexual

Por Redação Diário Local

O DJ Kássio Fernando dos Santos Ragazzi, de 36 anos, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio contra uma ex-namorada em Belo Horizonte. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (15), no 1º Tribunal do Júri da capital mineira.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu na madrugada de 30 de julho de 2024, no bairro Jardim Felicidade, região Norte de Belo Horizonte. O homem teria invadido a residência da vítima após não aceitar o fim do relacionamento.

A acusação detalhou que a mulher foi agredida e teve a cabeça batida diversas vezes contra a parede. Além da violência física, o réu é acusado de cometer violência sexual e tentar arrancar o útero da vítima, que precisou passar por uma cirurgia para tratar as lesões causadas pelo ataque.

Durante o julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas pelo tribunal. Em seu interrogatório, Kássio negou ter estuprado a ex-companheira e alegou que houve agressão mútua entre o casal.

O réu admitiu ter agredido a mulher, mas afirmou que saiu da casa após o ocorrido e que ela estava lúcida e caminhando normalmente. Ele declarou que foi ao imóvel com o objetivo de conversar e disse se arrepender de ter ido à residência e de ter chegado às vias de fato.

O boletim de ocorrência aponta que o casal namorou por dois anos, mas o relacionamento havia terminado cerca de 15 dias antes do crime. Nesse intervalo, o homem teria invadido a casa da ex-companheira outras três vezes para forçá-la a manter relações sexuais.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Kássio já possui passagens anteriores por estupro de vulnerável e violência doméstica. Ele foi preso em flagrante no dia do crime e a prisão foi convertida em preventiva dois dias depois.

O juiz presidente, Marco Antônio Silva, reconheceu a prática de tentativa de homicídio qualificado por feminicídio. A pena base fixada foi de 28 anos de reclusão, mas o magistrado aplicou a redução de um terço prevista para crimes tentados, resultando na sentença final de 18 anos de prisão.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.