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Mansões no Jardim Botânico, Leblon e Joá lideram vendas de imóveis mais caros do Rio no pós-pandemia

Levantamento de transações imobiliárias mostra que as três mansões com maiores valores negociados estão localizadas em bairros que combinam contato com a natureza e proximidade a cartões postais da cidade.

Por Diário Local

As três mansões negociadas pelos maiores valores no Rio de Janeiro estão distribuídas em bairros que conjugam contato com a natureza e proximidade a cartões postais da cidade. O levantamento das transações foi feito com base em dados do aplicativo RioM², que compila informações das guias do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) via transparência da prefeitura.

O topo da lista é ocupado por uma residência de mais de mil metros quadrados localizada na Rua Visconde de Itaúna, no alto do Jardim Botânico. O valor da transação foi de R$ 45 milhões. A região oferece vista para o Cristo Redentor, para a Floresta da Tijuca e outras áreas verdes e morros.

Em segundo lugar aparece um imóvel na Rua Codajás, no Jardim Pernambuco, no Leblon, com transação registrada em R$ 35 milhões em janeiro deste ano. O terceiro lugar é de uma mansão de mais de mil metros quadrados da Estrada do Joá, negociada a R$ 33,5 milhões no ano passado.

Características dos bairros

Os bairros que concentram as maiores transações imobiliárias do pós-pandemia apresentam características comuns. O Jardim Botânico, por exemplo, possui casarões alguns dos quais datam do século XIX. Parte deles passou por modernizações, entre as quais paredes e teto de vidro, paisagismo contemporâneo e piscina de borda infinita, enquanto outras conservam o estilo colonial de casarios com mais de cem anos.

Segundo levantamento do Laboratório Integrado de Geografia Física Aplicada (Liga), da Universidade Federal Rural do Rio, o Jardim Botânico, a Gávea, São Conrado, Ipanema, Leblon e Leme, além de Copacabana, estão entre os bairros mais arborizados do Rio.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.