Margarida Salomão deve reunir-se com Cleitinho Azevedo para discutir obras do HPS e aeroporto
Prefeita pretende levar demandas sobre o Hospital de Pronto-Socorro, regulação de saúde e acesso ao aeroporto regional para conversa com governador eleito.
Por Redação Diário Local
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e o governador eleito, Cleitinho Azevedo, realizarão um encontro em Belo Horizonte nesta semana (05) para tratar de demandas prioritárias do município. O compromisso foi definido após uma conversa por telefone entre os dois gestores.
Entre os temas centrais da pauta está a conclusão das obras do novo Hospital de Pronto-Socorro (HPS). A prefeita pretende levar a demanda ao governador eleito após o governo do Estado ter desistido de construir o Hospital Regional.
A gestão municipal defende a finalização do novo projeto para substituir o atual HPS. Segundo a prefeitura, o prédio atual é antigo e não possui condições de modernização ou de ampliação para atender à demanda de saúde.
Regulação de urgência e emergência
A segunda prioridade envolve a saúde pública e a revisão da Central de Operações para Regulação Estadual (CORE-MG). O órgão é o responsável por organizar o acesso à assistência de urgência e emergência no Sistema Único de Saúde (SUS).
O entendimento da prefeitura é de que o modelo atual precisa ser revisto para garantir a segurança dos pacientes. Atualmente, usuários são transferidos para regiões distantes em busca de vagas, o que pode aumentar os riscos durante o deslocamento.
Infraestrutura e o Aeroporto Regional
A terceira questão é o Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco, localizado entre Goianá e Rio Novo. Margarida Salomão pretende discutir um projeto de ligação direta entre Juiz de Fora e Muriaé, que não dependa da BR-267.
O projeto idealizado busca contornar o atual gargalo de acesso, feito pela MG-353. A via é considerada precária e possui trechos com redução de velocidade que passam por dentro de cidades, dificultando o uso do terminal para fins industriais.
Embora o aeroporto tenha papel estratégico na Zona da Mata, a falta de vias para tráfego pesado compromete sua transformação em um terminal industrial. Um relatório sobre o tema já foi apresentado ao governo do Estado, mas ainda não houve avanços no projeto.
