Operação contra célula do Comando Vermelho cumpre 10 mandados de prisão em Juiz de Fora
Segunda fase da Operação Sinergia mira célula de organização criminosa dedicada ao tráfico e ao porte ilegal de armas.
Por Redação Diário Local
A segunda fase da Operação Sinergia cumpriu dez mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nesta quarta-feira (12), em Juiz de Fora. A ação mira uma célula do Comando Vermelho acusada de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e ao porte ilegal de armas.
A ofensiva foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em ação conjunta com as polícias Civil, Militar e Penal do estado. O objetivo da operação é o enfrentamento e o combate a grupos criminosos que atuam na região.
De acordo com as investigações, os alvos estruturaram uma rede complexa para a prática de crimes. Além do tráfico de entorpecentes, o grupo é investigado pela posse e pelo porte ilegal de armas de fogo.
O trabalho investigativo, realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com as Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado, resultou no oferecimento de denúncia contra 11 acusados. A denúncia já foi acatada pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Juiz de Fora.
Como atuava a organização criminosa
Segundo o MPMG, a célula do Comando Vermelho utilizava métodos de intimidação para manter o controle das atividades. A organização utilizava a violência física e a ameaça constante como ferramentas para intimidar moradores de Juiz de Fora.
Essas táticas de violência e coerção também tinham como objetivo o domínio de territórios específicos dentro da cidade. As apurações do Gaeco detalharam essa dinâmica de controle territorial exercida pelo grupo.
O cumprimento dos mandados contou com um efetivo multidisciplinar. Participaram da operação policiais militares do 2º Batalhão, da 4ª Cia. Independência de Policiamento Especializado e da 4ª Base Regional de Aviação do Estado (Brave).
A ação teve ainda o suporte de policiais civis da Delegacia Regional de Juiz de Fora e policiais penais do 4º Departamento. Agentes, servidores e promotores de Justiça do Gaeco/MPMG também atuaram diretamente no cumprimento das ordens judiciais.
