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Juiz de Fora

Moradores de Juiz de Fora reclamam de abandono em área que será o Parque Municipal Poço D’Anta

Com relatos de mato alto e falta de manutenção, comunidade de Juiz de Fora aguarda a implantação oficial do novo parque natural.

Por Redação Diário Local

Moradores do bairro São Benedito, na Zona Leste de Juiz de Fora, questionam o estado de conservação da área destinada ao Parque Natural Municipal Poço D’Anta. A comunidade relata problemas como mato alto, falta de manutenção e o aumento do descarte irregular de lixo nas encostas do local.

A área, que possui 277 hectares, foi transformada de reserva biológica em parque natural municipal após sanção em maio de 2024. O objetivo da mudança é permitir atividades de lazer, recreação, ecoturismo e educação ambiental, conciliando a preservação dos ecossistemas com o uso público.

Atualmente, o espaço é utilizado pela Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanidades (Empav) como horto florestal, onde são cultivadas plantas para praças e canteiros da cidade. A expectativa dos residentes é que a estruturação completa transforme a região em uma nova opção de contato com a natureza.

Apesar da expectativa, moradores relatam sensação de insegurança. Segundo relatos da comunidade, a retirada de um vigia do local aumentou a vulnerabilidade de quem utiliza o espaço para caminhadas. Há também registros de danos ao gradil de proteção e às estruturas de sustentação ao longo da Estrada Athos Branco da Rosa.

O que diz a Prefeitura?

Em resposta aos questionamentos, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que a implantação do parque está na fase de conclusão do Plano de Manejo. O Executivo afirmou que o trabalho técnico já foi elaborado e será submetido à consulta da comunidade.

Somente após a finalização dessa etapa de consulta pública é que serão definidas as intervenções necessárias e o cronograma de abertura do espaço. De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), o prazo para a apresentação do Plano de Manejo pode se estender até 2029 para este caso.

A administração municipal declarou que, desde 2024, promove ações de proteção no espaço, incluindo a recuperação do cercamento e medidas para coibir acessos irregulares, pesca e caça. Segundo a PJF, os serviços de manutenção também são realizados de forma regular.

O Plano de Manejo é de responsabilidade da Secretaria de Sustentabilidade em Meio Ambiente e Atividades Urbanas (Sesmaur). O documento deverá reunir o diagnóstico, o planejamento e o zoneamento da unidade para orientar as futuras ações de conservação e a estruturação do parque.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.