Diário Local
Segurança

Estudo identifica seis áreas de risco para inundações e deslizamentos em Passos (MG)

Levantamento do Serviço Geológico do Brasil aponta que 166 residências estão em locais vulneráveis, afetando mais de 660 pessoas.

Por Davy Albuquerque

Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil identificou seis áreas de risco para inundações e deslizamentos em Passos (MG). Segundo o estudo, 166 residências estão localizadas nessas áreas, situação que afeta mais de 660 pessoas.

O mapeamento, realizado entre os dias 11 e 15 de maio, tem como objetivo oferecer subsídios para a criação de políticas públicas de prevenção de desastres. O trabalho foi conduzido por meio de levantamentos de dados prévios e visitas de campo realizadas em conjunto com a Defesa Civil para identificar indícios de vulnerabilidade.

Onde estão os pontos de risco?

Dentre os pontos mapeados, a Avenida da Moda foi citada devido aos transtornos causados por chuvas intensas. Comerciantes da região relataram que as inundações atingem estabelecimentos e dificultam a circulação, causando danos a veículos estacionados e problemas no acesso de clientes.

Outras áreas classificadas com risco incluem um trecho da Rua Cuiabá, no Bairro Jardim Colégio, e a Rua Paraguai, no Bairro Canjeranos. Nesta última, uma residência precisou ser interditada pela Defesa Civil devido ao risco de deslizamento, e a família moradora recebe aluguel social.

As ruas Pará e Goiás, situadas no Bairro Bela Vista, também foram incluídas no levantamento de áreas de risco do município.

Resposta das autoridades

A Defesa Civil de Passos informou que já possui conhecimento das áreas apontadas pelo estudo. Em relação aos problemas de inundação, o órgão afirmou que o processo de construção de uma bacia de contenção já está em andamento.

Quanto aos locais com risco de deslizamento, o coordenador da Defesa Civil, Gilmas Neves de Oliveira, afirmou que o monitoramento é frequente. Segundo ele, as visitas de acompanhamento, realizadas também pela Secretaria do Meio Ambiente e pela Secretaria de Obras, tornam-se mais constantes no período chuvoso.

O coordenador destacou ainda que a fiscalização atua para impedir a construção de novas edificações nessas áreas de risco.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.