Diário Local
Local

Prefeitura de Petrópolis decreta nova situação de calamidade financeira e anuncia cortes de gastos

Medida válida por 180 dias busca reequilibrar as contas municipais e evitar interrupção em serviços de saúde e educação

Por Redação Diário Local

A Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, decretou novamente situação de calamidade financeira pelo período de 180 dias. A medida acompanha o anúncio de um pacote de ações para reduzir despesas e buscar o reequilíbrio das contas do município.

O decreto, publicado no fim da última semana, foi motivado pelo agravamento da situação financeira da cidade durante o ano de 2026, segundo o prefeito Hingo Hammes. O documento determina um controle mais rigoroso dos gastos e ações para ampliar a arrecadação municipal.

A administração municipal afirma que a escassez de recursos compromete a regularidade dos pagamentos e coloca em risco a continuidade de serviços essenciais, como saúde, educação, defesa civil, transporte público e segurança.

Quais são as restrições de gastos?

Durante os próximos seis meses, a prefeitura deverá adotar medidas para conter despesas e reorganizar o fluxo de caixa. Entre as ações previstas está a suspensão de novos gastos considerados não essenciais, além da limitação de despesas com eventos, consultorias e capacitações.

O decreto também impõe restrições ao pagamento de horas extras, com exceção de setores considerados vitais, como saúde, educação e defesa civil. Fica proibida a compra de veículos, mobiliário, equipamentos e outros bens que não sejam indispensáveis para a operação da cidade.

Adicionalmente, novos convênios que dependam de verbas municipais e aditivos contratuais que gerem aumento de custos precisarão de autorização direta do prefeito.

Causas da crise financeira

De acordo com a prefeitura, a crise foi impulsionada pela redução da arrecadação própria e das transferências constitucionais. Somam-se a esse cenário o alto volume de despesas obrigatórias, como a folha de pagamento e os encargos previdenciários.

Sobre os salários da gestão, em 2025 houve a suspensão de um reajuste de 70% para prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Na nova publicação de calamidade não há menção à suspensão desse reajuste, que permanece bloqueado por decisão judicial sob investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.