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Segurança

Polícia investiga dono de joalheria por venda de relógio de luxo falso por R$ 200 mil no Rio

Investigação aponta que empresário vendeu peça da marca Patek Philippe com maquinário chinês e não devolveu o dinheiro do comprador

Por Davy Albuquerque

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (16) contra o proprietário de uma joalheria suspeito de vender um relógio de luxo falso por R$ 200 mil.

O investigado, André Vinícius Peralta, de 55 anos, possui um estabelecimento em um shopping na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a 12ª DP (Copacabana), o relógio da marca Patek Philippe foi adulterado com componentes de fabricação chinesa.

A investigação começou após uma vítima adquirir a peça com a garantia de que o produto era autêntico. Após submeter o relógio a uma perícia técnica especializada, o comprador descobriu que o maquinário interno não era original da fabricante suíça, o que descaracteriza o valor de mercado do modelo.

O que aconteceu após a descoberta do golpe?

De acordo com a Polícia Civil, após ser comunicado sobre o resultado da perícia, o empresário aceitou receber o relógio de volta e prometeu devolver o valor integral pago pelo cliente. No entanto, o reembolso não foi realizado.

Durante as investigações, Peralta alegou que havia revendido o Patek Philippe para outra pessoa, deixando o comprador sem o objeto e sem o dinheiro. Contudo, os agentes localizaram o relógio na residência do investigado durante a operação desta quinta-feira.

Histórico do investigado

Peralta acumula passagens criminais por estelionato, receptação, furto, apropriação indébita e ameaça. O empresário já foi preso em duas ocasiões e respondeu por crime de ameaça em 2009, em Armação dos Búzios.

Em 2019, ele também foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Boca Rica, da Delegacia de Roubos e Furtos. Na ocasião, ele foi indiciado por receptação após sua loja comprar joias e um relógio Rolex de ouro que haviam sido furtados.

Neste novo caso, o investigado pode responder por estelionato, apropriação indébita e crime contra a ordem tributária.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.