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Sustentabilidade

Projeto na Rocinha transforma kimonos de jiu-jítsu em moda sustentável para gerar renda na comunidade

Iniciativa Rocinha UP transforma materiais descartáveis em acessórios e pretende capacitar moradores por meio da economia circular

Por Redação Diário Local

O projeto Rocinha UP, que transforma resíduos têxteis, tatames e kimonos de jiu-jítsu em produtos de moda sustentável, será lançado no próximo sábado (15), no Rio de Janeiro. O evento de lançamento ocorre a partir das 11h, na Igreja Metodista da Rocinha, e marca o início de uma campanha para arrecadar kimonos em academias da capital fluminense.

A iniciativa utiliza a técnica de upcycling para converter materiais descartados em itens de valor agregado, como mochilas, pochetes, ecobags, nécessaires e cases para notebook. O objetivo é que toda a cadeia de produção — que envolve costureiras, modelistas, pilotistas e designers — funcione integralmente dentro da comunidade.

Segundo a idealizadora do projeto, a designer Paula Maia, a proposta busca conectar sustentabilidade, impacto social e a valorização dos talentos locais. Para ela, o projeto gera oportunidades de trabalho e fortalece a economia criativa, mostrando que a Rocinha pode desenvolver soluções inovadoras para desafios ambientais.

Além da produção de acessórios, o Rocinha UP estabeleceu metas de capacitação de agentes ambientais, oferta de cursos gratuitos e o fortalecimento do Projeto Lapidar Jiu-Jítsu Rocinha. A ideia é consolidar a favela como uma referência nacional em inovação sustentável a partir da participação direta dos moradores.

Como funcionará a arrecadação de kimonos?

A coleta de materiais começa oficialmente neste sábado (15). Os primeiros pontos de entrega são a sede do Rocinha UP e a Escola de Jiu-Jítsu Lapidar, ambas localizadas na própria comunidade. No futuro, o projeto pretende ampliar a rede de coleta para outras academias de jiu-jítsu ao longo da cidade do Rio de Janeiro.

A coleção inicial de acessórios será ampliada para uma linha de dez produtos, que serão vendidos por meio de uma plataforma digital própria do projeto. A iniciativa foi selecionada por meio de um edital da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

O que esperar do evento de lançamento?

A programação do lançamento inclui a palestra “O Lixo que Vale Ouro”, com a engenheira florestal Aurora Segal, e a oficina “Transformação Têxtil”, conduzida por Rita de Cássia. O evento terá ainda uma feira colaborativa de artesãs locais, organizada pela Escoart em parceria com o Ateliê Metodista da Rocinha, além de exposição dos produtos.

O encerramento será realizado pelo rapper Pyetrin, artista da comunidade. O projeto foi desenvolvido por Paula Maia em parceria com o professor de artes marciais Paulo Cunha, fundador da Academia Lapidar, que mantém um projeto social para crianças da região a partir dos seis anos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.