Arquiteta Rebeca Motta discute memória dos antigos cinemas de Petrópolis em entrevista nesta terça-feira (1)
Arquiteta e diretora audiovisual detalha documentário que investiga espaços de cinema que hoje funcionam como igrejas e estacionamentos
Por Redação Diário Local
A arquiteta e urbanista Rebeca Motta Gomes participa de uma entrevista nesta terça-feira (1) para falar sobre a história dos antigos cinemas de Petrópolis e o documentário “Máquina Para o Olho – A Cidade Pelas Lentes do Cinema”. A conversa aborda como espaços que foram centros culturais na cidade perderam sua função original ao longo do tempo.
O bate-papo, conduzido pelo locutor Claudio Florio, está previsto para as 09h30. Durante a entrevista, a profissional detalha o processo de investigação sobre o que aconteceu com as salas de cinema de rua que faziam parte da identidade cultural do município.
A pesquisa realizada para o projeto já identificou pelo menos seis espaços que funcionaram como cinemas e que, atualmente, possuem outras finalidades. Entre os locais mapeados, estão antigos prédios que hoje servem como igrejas, estacionamentos e até hotéis.
Além de resgatar esses locais, o documentário busca promover uma discussão sobre a relação entre o cinema, a arquitetura, o patrimônio e a memória histórica de Petrópolis. O objetivo é documentar o imaginário coletivo e as diferentes formas de conexão dos moradores com a história local.
Produção e financiamento
O projeto audiovisual entra agora em sua etapa final de filmagens, que deve ocorrer entre os dias 4 e neste domingo (6). Para viabilizar a conclusão da obra, foi aberta uma nova campanha de financiamento coletivo voltada à população.
Durante a entrevista, Rebeca explica como funciona a arrecadação e de quais formas os petropolitanos podem contribuir para a finalização da produção. A iniciativa busca o apoio da comunidade para completar o registro histórico da cidade.
Rebeca Motta tem formação pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU UFRJ) e pela École Nationale Supérieure d’Architecture Paris-Malaquais (ENSA Paris-Malaquais), na França. Sua trajetória profissional inclui estágios voltados à cenografia e à restauração de patrimônio histórico.
Atuando no cinema independente desde 2023, a profissional trabalha em diferentes frentes técnicas e artísticas, incluindo direção e produção. Atualmente, dedica sua pesquisa à documentação da memória e da identidade de Petrópolis.
