Chafariz histórico da Lapa apresenta sinais de descuido, com pichações e sujeira
Monumento de 1817, tombado pelo Iphan, sofre com pichações e uso indevido da estrutura na Rua Riachuelo.
Por Redação Diário Local
O chafariz histórico da Rua Riachuelo, localizado na Lapa, apresenta sinais de degradação, incluindo pichações e acúmulo de sujeira em seu entorno. O monumento, que foi construído em 1817, também é alvo de uso indevido, com objetos e acessórios sendo apoiados sobre a sua estrutura.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938, o equipamento é considerado um importante vestígio da história urbana do Rio de Janeiro. Imagens que circulam em redes sociais registram o estado de conservação do local e o uso da estrutura como suporte para pertences.
Em resposta sobre o estado do monumento, a Prefeitura informou que agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) estiveram na área na última quinta-feira (20). Na ocasião, foi realizada a retirada de meia tonelada de entulho da região, além da oferta de acolhimento para pessoas em situação de rua que estavam no local.
O que é o chafariz da Rua Riachuelo?
A estrutura foi erguida em 1817 para atender à necessidade de abastecimento de água da população, em um período no qual o sistema de água encanada ainda não existia. Na época, a cidade dependia de bicas públicas para o suprimento de água.
O sistema funcionava por meio de chafarizes onde a população, incluindo pessoas escravizadas, buscava água para transportar em tonéis. Devido à importância do local, a atual Rua Riachuelo já foi conhecida como Rua da Bica.
A estrutura atual é composta pelo tanque em cantaria, pilastras e uma lápide que registra o ano de construção e a autoria da obra. O monumento sobreviveu a reformas e mudanças no traçado urbano ao longo dos séculos.
A importância do tombamento
O reconhecimento oficial do patrimônio ocorreu em 1938, por meio do tombamento federal realizado pelo Iphan. O ato institucionaliza a relevância da edificação como parte da paisagem e da história do país.
Especialistas destacam que a preservação desse tipo de bem exige não apenas o reconhecimento legal, mas também a manutenção constante e o zelo por parte do poder público e da sociedade. A descontextualização do monumento na paisagem atual exige esforços de educação patrimonial para que a população reconheça seu valor histórico.
