Obra de restauração da Estação Leopoldina é adiada para 2027 no Rio de Janeiro
Com orçamento de R$ 80 milhões, a entrega do prédio histórico que abrigará o Instituto Federal e a Fábrica do Samba é postergada.
Por Redação Diário Local
A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) confirmou nesta semana (17) o adiamento da entrega das obras de restauração da Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro, para 2027. O projeto de revitalização do prédio histórico, que conta com um orçamento de R$ 80 milhões, não conseguirá ser concluído a tempo de celebrar o centenário da inauguração da estação, conforme o planejamento original.
Segundo a empresa municipal responsável pela contratação, a mudança no cronograma é necessária devido à complexidade das intervenções estruturais e de modernização exigidas pelo conjunto histórico. A CCPar informou que os trabalhos seguem em andamento em diferentes frentes, incluindo a recuperação estrutural e a restauração do edifício.
A estação, também conhecida como Estação Barão de Mauá, tem um projeto de revitalização que busca transformá-la em um polo de cultura e serviços. O plano prevê que o prédio histórico abrigue cursos do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e diversos equipamentos culturais.
A área ao entorno da antiga estação também deve receber um conjunto de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida e um centro de convenções. Outro componente central da obra é a criação da Fábrica do Samba, que funcionará como barracão para as escolas de samba da Série Ouro do carnaval carioca.
Com o novo prazo estabelecido para 2027, a Fábrica do Samba Rosa Magalhães, ponto aguardado pelas agremiações, deverá iniciar as atividades apenas para o Carnaval de 2028.
Por que as obras estão atrasadas?
Além das necessidades de engenharia no edifício, o projeto enfrenta obstáculos externos relacionados ao terreno vizinho. A desocupação da área ao lado da estação, que atualmente abriga antigas composições de trem e aduelas de concreto destinadas à expansão do metrô, ainda não foi realizada.
A responsabilidade pela retirada desses equipamentos e pela liberação do terreno é do governo do estado do Rio de Janeiro. Esse atraso na desocupação da área limítrofe impacta o desenvolvimento completo do complexo ferroviário.
Qual a importância da estação?
Inaugurada em novembro de 1926, a Estação Barão de Mauá foi, por décadas, um dos principais pontos de conexão ferroviária do Rio de Janeiro, ligando a capital a estados como Minas Gerais e São Paulo. O prédio foi projetado pelo arquiteto escocês Robert Prentice e contava com quatro andares e oito plataformas.
A estação deixou de receber trens em 2001, após o processo de desativação das linhas ferroviárias de passageiros. A revitalização atual é fruto de um acordo de cooperação técnica assinado entre a União e a Prefeitura do Rio em 2024.
