Prefeitura do Rio avalia revitalização do Cine Cachambi após 40 anos de portas fechadas
O imóvel da Zona Norte está no radar de um projeto municipal para recuperar antigos cinemas de rua da cidade
Por Redação Diário Local
O Cine Cachambi, localizado na Zona Norte do Rio, entrou no radar da Prefeitura para um projeto de recuperação de antigos cinemas de rua da cidade. O imóvel, que encerrou suas atividades em 1986, pode ser incluído em uma iniciativa do Executivo municipal para revitalizar espaços culturais históricos.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) esteve no bairro nesta sexta-feira (28) para conhecer o imóvel e avaliar o potencial de revitalização do espaço. A visita ocorreu a pedido do vereador Rafael Aloisio Freitas (PSD), que busca garantir a inclusão do cinema no cronograma de obras da prefeitura.
A proposta do governo municipal prevê, em uma primeira etapa, a recuperação de três antigos cinemas de rua. Entre os locais já citados pelo projeto está o Cine Matilde, situado em Bangu, na Zona Oeste.
O Cine Cachambi permanece com as portas fechadas há 40 anos. Segundo o vereador Rafael Aloisio Freitas, o espaço faz parte da memória afetiva de gerações de moradores da região e a revitalização devolveria o movimento cultural ao bairro.
“Queremos vê-lo novamente com gente entrando, cultura acontecendo e o bairro recuperando um espaço que já foi tão importante”, afirmou o parlamentar durante a vistoria no local.
A restauração do imóvel busca não apenas preservar o patrimônio histórico da Zona Norte, mas também reverter o cenário de abandono que dura quatro décadas. O objetivo é transformar o antigo cinema em um equipamento cultural ativo para a comunidade local.
Historicamente, os cinemas de rua eram pontos centrais de convivência nos bairros cariocas. A iniciativa da prefeitura tenta resgatar essa função social e cultural para imóveis que hoje estão fora do circuito de entretenimento da cidade.
O projeto de revitalização busca reaproveitar estruturas que, embora desativadas, possuem valor arquitetônico e simbólico para as regiões onde estão inseridas, promovendo a descentralização da cultura no Rio de Janeiro.
