Rompimento de adutora da Copasa alaga rua e conjunto habitacional no Aglomerado da Serra em BH
Vazamento na Rua Nossa Senhora de Fátima invadiu via de acesso e prédio, causando transtornos e riscos à saúde em Belo Horizonte.
Por Redação Diário Local
O rompimento de uma adutora da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) causou alagamentos no Aglomerado da Serra, na região Sul de Belo Horizonte, na madrugada desta segunda-feira (21). O incidente atingiu a Rua Nossa Senhora de Fátima, principal via de acesso da comunidade, e um conjunto habitacional.
A força da água dificultou o deslocamento de moradores durante o período da manhã, impedindo o trajeto de trabalhadores e estudantes. Segundo relatos de quem vive na região, o ocorrido foi percebido após um barulho intenso seguido por uma enxurrada de grande proporção.
No início da tarde desta segunda-feira (21), o fornecimento de água foi interrompido para que as equipes de manutenção pudessem trabalhar no local. A medida foi necessária para viabilizar os reparos na rede da concessionária.
Além da dificuldade de circulação, o alagamento trouxe riscos à saúde em um conjunto habitacional da área. Devido ao entupimento de bueiros, o prédio foi invadido por água contaminada e resíduos de lixo.
Moradores relataram que foi preciso utilizar cloro para realizar a limpeza do edifício e tentar manter as condições de higiene. A situação gerou preocupação entre os residentes quanto à possível propagação de doenças causadas pelo contato com a água e o lixo.
A liderança comunitária do Aglomerado da Serra afirmou que o rompimento da adutora é um problema recorrente. De acordo com a representante, já foram realizadas diversas intervenções no local, mas o problema não foi resolvido definitivamente, citando episódios anteriores em que a comunidade ficou sem abastecimento por dez dias.
A Copasa informou, em nota, que solicitou prioridade no atendimento aos moradores do Aglomerado da Serra. A companhia declarou que o envio de uma equipe técnica ao local é necessário para verificar a situação e adotar as providências para o reparo.
Até o momento, não há informações sobre o tempo estimado para a normalização total do abastecimento de água e da circulação nas vias afetadas.
