Santa Casa de Campo Grande terá 15 dias para resolver desvio de funções na enfermagem
Mediação no Ministério Público do Trabalho busca solucionar acúmulo de tarefas como coleta de exames e transporte de pacientes.
Por Redação Diário Local
A Santa Casa de Campo Grande terá 15 dias para discutir soluções para o acúmulo e o desvio de funções denunciados por profissionais de enfermagem. O compromisso foi assumido durante mediação realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems).
As queixas apresentadas pelo sindicato envolvem enfermeiros e técnicos que estariam realizando a coleta de exames e o transporte de pacientes, tarefas que não fariam parte de suas atribuições originais. A mediação busca identificar os setores mais críticos para alinhar resoluções entre o sindicato, o setor de Recursos Humanos (RH) e a gestão de enfermagem do hospital.
O que motivou a denúncia?
De acordo com o Siems, o desvio de função na coleta de exames começou após o hospital encerrar o contrato com o laboratório que prestava esses serviços à instituição. Desde então, as tarefas teriam sido repassadas aos profissionais da enfermagem.
Sobre o transporte de pacientes, o sindicato afirma que profissionais estariam sendo obrigados a atuar como maqueiros. Segundo a representação da categoria, houve casos de trabalhadores suspensos por se recusarem a realizar o transporte. A vice-presidente do Siems, Helena Delgado, argumentou que a redução das equipes interfere diretamente no atendimento, já que a saída de um profissional para essas tarefas deixa o setor desassistido.
Medidas adotadas pelo hospital
A defesa da Santa Casa informou que tomou providências após o ofício do sindicato. Foram comunicadas a contratação de 13 coletadores e o remanejamento de sete profissionais por meio do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt).
O gerente do Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico (Sadt), Felipe Soares Alves, explicou que a unidade de trauma ainda não recebeu os novos profissionais, mas que há previsão de novas contratações de coletores para o setor, sem um prazo definido.
Quanto ao transporte de pacientes, a gestão de enfermagem afirmou que o pronto-socorro, a cirurgia, a clínica médica e a hemodiálise possuem maqueiros. Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o transporte de pacientes críticos é realizado por uma equipe composta por médico, enfermeiro e fisioterapeuta.
O caso segue em acompanhamento. Uma nova reunião de mediação foi marcada para a próxima segunda-feira (19), com o objetivo de tratar especificamente da demanda por maqueiros.
